9/20/2009

Reviravolta nos prognósticos das legislativas

Segue animada a campanha para as eleições do próximo domingo. Tão animada que creio poder dizer-se que ainda bem que não houve junção das legislativas com as autárquicas: a salganhada seria imensamente maior. Na exposição mediática - e ver o jogo político em casa tornou-se tanto um hábito como ver jogos de futebol no sofá - , sobressaíram sem surpresa o líder do CDS e o actual primeiro-ministro, de longe os mais bem-falantes e preparados para as câmaras.
Após uma derrota nas europeias que surpreendeu muita gente – a começar pelo partido mais ganhador, o PSD – os socialistas têm tentado recuperar terreno. De acordo com todas as sondagens, têm sido bem sucedidos até ao momento em que escrevo. Foi interessante ver no jornal Público de sexta-feira a declaração de um influente advogado – José Miguel Júdice – de que iria pela primeira vez votar PS nas legislativas. Mas a nota-chave veio sem dúvida ontem com a declaração pública de voto no PS feita por Manuel Alegre, durante um comício em Coimbra. Embora acentuando as suas reservas e esperanças, Alegre recusou dividir para reinar. Para os socialistas é uma notícia muito importante. Lembra-me a influente declaração do republicano Collin Powell nos Estados Unidos antes da votação em Obama. Para o BE a notícia tem algum sabor amargo.
Fiquemos entretanto a aguardar a votação real, no dia 27.

9/15/2009

Em abstracto e no concreto

Sempre fui a favor de aulas teóricas complementadas com aulas práticas, ou então defendo que se faça na mesma aula a interligação entre teoria e prática. Já no remoto século VI antes de Cristo Confúcio dizia "Oiço e esqueço. Vejo e lembro-me. Faço e aprendo!". Mais modernamente diz-se algo parecido: "Retemos 10 por cento do que ouvimos, 50 por cento do que vemos, 90 por cento do que fazemos."
Quando estamos numa aula, numa conferência ou numa roda de amigos é muito frequente ouvirmos coisas interessantes e que são novas para nós. Se não as anotamos, arriscamo-nos a perdê-las. Se são coisas para fazer – pode ser uma simples receita culinária nova – será melhor anotarmos pelo menos as quantidades. Mas onde realmente se aprende é mesmo confeccionando a coisa.
Imaginar algo é uma coisa, realizá-lo é outra. Imaginar faz parte do abstracto. Executar tem que ver com o concreto. A vida é frequentemente composta por estas duas vertentes, tal como a fruta tem habitualmente uma casca que removemos antes de encontrarmos o fruto comestível. No abstracto, vemos o fruto completo. Na prática, o trabalho que dá a tirar a casca demove várias pessoas da escolha dessa fruta (estou convencido de que esse é um dos motivos por que a banana, fácil de abrir, é um fruto tão popular).
Esta breve introdução tem que ver com aqueles assuntos que igualmente se compõem de duas partes: uma mais teórica e abstracta, outra mais prática e concreta. O importante é que não deixemos de considerar ambas quando abordamos esses temas e que não nos confinemos a apenas uma parte.
Nimby é um acrónimo inglês que significa "not in my backyard", ou seja em tradução livre, "aqui ao pé de mim, não!" É típico, por exemplo, que quando se fala da necessidade de preservar o ambiente que todos estejamos de acordo. Haverá alguém contra a preservação do ambiente? Ora, o português típico é geralmente retratado na rua com um saco de plástico na mão, quando não são dois ou três. O que fazer a esses plásticos todos? A televisão ensina-nos: a solução está em metê-los no contentor adequado, que possivelmente não estará muito longe da nossa casa. Até aí, tudo bem. E quando o contentor está cheio, onde é ele esvaziado? E onde é destruído ou reciclado o plástico? Terá de ser em qualquer sítio. Assim que se sabe quais são os projectos do governo, de qualquer governo, os munícipes do concelho X, aqueles que concordam – como todos - que o lixo tem de ser tratado, dizem: "Aqui não!" Tenta-se outro local. Em conversações e como contrapartida, o governo adoça a boca da população: construirá um novo centro para idosos ou um novo centro de saúde. Às vezes pega. Mas a reacção lá esteve: em termos abstractos, toda a gente concordava; no concreto, levantaram-se obstáculos: aí o caso muda totalmente de figura.
É assim também frequentemente em tantas outras circunstâncias. Tomemos o tema do racismo. Claro que somos todos "iguais". Brancos, pretos, amarelos, são todos filhos de Deus. Irmãos. Todos merecem ser bem tratados. Igualdade, sim. E se a vossa filha se enamorasse de um rapaz preto, haveria qualquer objecção da vossa parte? Bem, só faltava essa! Não há para aí tanto rapaz branco?! Porquê cair de amores logo com um preto. Já é azar! E depois os filhos? É isso, é isso, o problema são os filhos. Ó Maria, já viste o nosso azar!? Já te imaginaste a ter um neto preto, tu que nunca sequer foste a África?
No entanto, pai e mãe declaravam que não eram racistas. No abstracto.
Acha bem que o Estado possa dispor automaticamente dos nossos órgãos em caso de morte? Não? A sua negativa deve-se ao facto de respeitarmos Deus e irmos para debaixo da terra como Ele cá nos pôs? Tem alguma lógica essa posição. E os seus vizinhos também concordam? Já agora, imagine a situação de uma doença sua ou de um acidente grave em que você precisa urgentemente de um órgão para substituir o seu que ficou gravemente danificado. Se esse órgão não existir, você morrerá. Se existir, graças à lei promulgada pelo Estado, você sobreviverá. Já considera agora que talvez fosse uma boa ideia que um órgão do seu corpo sem vida pudesse ajudar outra pessoa? Afinal, quem morre não precisa mais de determinado órgão vital. Já concorda mais? Pois é, existe uma diferença entre a abstracção e a realidade concreta.
Daí que ao processo de pensamento abstracto devamos esforçar-nos por juntar o concreto, nomeadamente quando nos toca directamente a nós. Se está a discutir um ataque ao Irão ou ao Iraque, imagine-o logo na vertente de ataque ao seu próprio país. Só assim será mais concreta a sua reacção, que possivelmente passará de fria ou morna no caso de outros países e ficará a ferver se for o seu país que estiver em questão. É o nimby ampliado a outra escala. Curiosamente, se o fizermos veremos que as nossas reacções em diversos estádios territoriais de pensamento – mundo, continente, país, cidade, bairro, rua, casa – passam a ser mais moderadas, menos extremistas. Afinal, tudo é relativo.
Neste sentido, creio que os governantes, os empresários e, de uma maneira geral, todos os que têm poder e dão ordens deveriam fazer sempre a pergunta a si próprios: e se fosse comigo? Seria humildade a mais da parte deles? Mas não é a humildade algo essencial para se ser solidário? E não é a solidariedade um valor a defender? Se não somos solidários com os outros, como podemos esperar que eles sejam um dia solidários connosco?

9/11/2009

Três é a conta que Deus fez



Numa pequena povoação a cerca de quatro quilómetros de Alcobaça fica o velho convento de Cós, que foi habitado durante largos anos por freiras cistercienses. Para quem eventualmente não o conheça, uma visita não deixa de ser interessante. Estive lá no final de Agosto. Apesar de os claustros não poderem ser visitados porque vão ser sujeitos a grandes obras de restauro, a igreja está em boas condições e é recomendável. Possui uma única nave, com o cadeiral do coro no mesmo piso. Uma das fotos que incluo pretende dar uma ideia do aspecto geral da igreja, embora não inclua o coro, que fica na parte de trás da habitual grade que separa as religiosas dos comuns fiéis que vão apenas assistir à missa ou rezar.
Chamou-me particularmente a atenção o quadro que representa o Purgatório, que aqui também reproduzo. Ocupa uma parte significativa da parede do lado esquerdo.
Pessoalmente, sempre achei muito curiosa a utilização do número 3 para vários itens ligados à religião católica. Desde a Santíssima Trindade – Pai, Filho e Espírito Santo -, passando pelo popular dito "Três é a conta que Deus fez" até à divisão tripartida do período pós-morte em Céu, Purgatório e Inferno, acho que o 3 adquire um simbolismo muito especial. Para começar, 3 é número primo, o que lhe empresta desde logo um certo cunho mágico. Esta magia faz dele um número de sorte associado a Deus, como oposto ao mal e ao Diabo. Também os Reis Magos eram três; para afastarmos os maus espíritos batemos três vezes com a mão em algo que seja de madeira (como a cruz em que Cristo foi crucificado). A fórmula do nosso Totobola é a de 1, X, 2, ligada à nossa formatação habitual de tri- (vitória, empate ou derrota). Igualmente no nosso dia-a-dia há muitos três deste género, v.g. sim, não, talvez; direita, esquerda, meio/centro; tese, antítese, síntese. E assim chegamos também ao nosso destino de 1, X, 2 após a nossa morte.
Os diferentes destinos que nos são oferecidos quando, ainda pequenos, vamos à catequese, são três: o Céu, o Inferno e, no meio, o Purgatório. Quem tem a alma limpa vai direitinho para o Céu, quem a tem negra expiará até à eternidade no Inferno. Quem se portou assim-assim, irá parar ao Purgatório. Aí terá que ser expurgado de todo e qualquer mal que possua a fim de poder entrar no céu. Sofrerá muito, entretanto, pelos pecados cometidos na Terra. Só então pode ser repescado, se o for, e ir para o paradisíaco Céu.
No quadro da igreja de Cós, o sofrimento é expresso, tradicionalmente, pelo calor infernal das chamas que lambem implacavelmente o corpo das pecaminosas criaturas. O sofrimento é a um tempo uma punição, uma purificação e um elemento desincentivador para quem contempla, ainda em vida, o quadro realista. Desta forma pedagógica, os eventuais pecadores já sabem o que os espera. Dado que a esperança é a última a morrer, felizmente mantém-se a possibilidade de resgate daquelas almas para o Céu: na parte superior do quadro vêem-se anjos a estenderem os braços para elevarem para o seu Céu um ou outro dos ex-pecadores. E onde fica esse Céu? Dentro da nossa formatação mental, ele fica na parte superior, enquanto o Inferno se situa nas profundezas. Este Purgatório de que o quadro nos dá uma ideia pungente fica no meio. (Tamném na vaticana Capela Sistina, Miguel Ângelo mostrou de forma irrepreensível estes três mesmos estádios. Num deles, interessantemente para os portugueses, surge um anjo com o escudo da nação portuguesa a resgatar um indígena: é o apadrinhamento papal da acção colonizadora das lusas gentes em terras recém-descobertas além-Atlântico.)
Aquando da visita a Cós, tentei imaginar os pensamentos que poderiam passar pela cabeça das freiras à vista deste quadro. O sexo, uma actividade perfeitamente comum em todo o reino animal para assegurar a continuação da espécie – e não só – era-lhes mentalmente reprimido de forma brutal. As alterosas e punitivas chamas mostravam-lhes que o único caminho a seguir era o da sublimação do desejo. Nas santas criaturas era incutida pictoricamente a noção tão concreta quanto possível da punição que aguardava todo o transgressor – homem ou mulher. Já naquela altura se sabia que uma imagem vale mais do que mil palavras.
Sabe bem, por comparação com os tempos de hoje, constatar o avanço que entretanto a nossa sociedade fez em termos de libertação da mente e, em grande medida, do corpo.
Se for a Cós, não deixe de ver o quadro. E, já agora, repare também nas "misericórdias", aquelas pequenas mas sólidas peças de madeira na parte de baixo dos assentos do cadeiral. Misericordiosamente, para que as freiras não estivessem de pé muito tempo, elas podiam sentar-se mais ou menos confortavelmente nessas peças de madeira, dando embora a impressão de que estavam de pé. Foi decerto uma alma generosa da Igreja que concebeu esta forma de evitar sacrifícios ainda maiores. Já bastavam as vistas do Purgatório!

9/10/2009

Colocando os pontos nos ii


Para que não se diga que sou um acrítico leitor do novo jonal i que refiro no meu último post, aqui vai o que se me oferece dizer muito brevemente sobre o tema de capa do dia de hoje: "O que os portugueses querem de Ferreira Leite."
Começo por lembrar que sondagens de opinião são formas muito antigas de influenciar a opinião pública. Já nos áureos tempos da civilização helénica, vários dos famosos oráculos faziam o favor de prever aquilo que algum poderoso lhes pedia.
Neste caso, o jornal é feito por pessoas inteligentes, que usam técnicas modernas para abordagens de temas que são de sempre. A orientação do periódico vai, embora de forma relativamente bem doseada, para a direita, favorecendo nomeadamente o PSD.
Nos tempos da guerra colonial, se, por volta da hora do jantar, Salazar aparecia a fazer um discurso aos microfones da rádio ou da televisão, já se sabia que no dia seguinte de manhã um jornal como o Diário de Notícias informava em grandes parangonas: "Angola está com Salazar!" Era extraordinário como no espaço de pouquíssimas horas tinha sido possível auscultar a opinião de uma amostra significativa da população angolana e fornecê-la assim, fresquinha e consoladora, a quem lia o jornal enquanto tomava o seu pequeno-almoço. Mas era assim mesmo!
Os tempos são outros, as firmas de sondagens em Portugal ficaram um pouco desacreditadas após o fracasso das previsões dos resultados das últimas eleições europeias. Talvez por isso e porque este tipo de entrevistas-blitz ao povo é menos científico mas mais facilmente manipulável, o i apresenta-nos, como se vê na foto de capa, um altifalante (empunhado por alguém do povo) a gritar os desejos da população do país. Para amenizar o realce dado a MFL, é anunciado que no dia seguinte o jornal publicará o mesmo tipo de questionário rápido sobre aquilo que os portugueses querem de Sócrates.
Permito-me fazer aqui uma breve citação de um politólogo estudioso do tema - Francis Szpiner - no seu livro Les Moutons de Panel. "A utilização das sondagens para substituir a decisão política dá ao povo a impressão de que está sempre a ser consultado. O poder relaciona-se com as sondagens como um tóxico-dependente (há quem encomende sondagens todas as semanas) e como traficante (introduzindo na opinião pública os temas que lhe interessam). As sondagens indicam ao poder o que deve fazer a seguir e, se as manipularem, servem para extrair da opinião pública o que querem impor-lhe."
Ora, o que faz aqui o i de uma assentada? Ao restringir (aparentemente) a MFL e ao actual primeiro-ministro a dita consulta popular, está a excluir todos os restantes candidatos. Temos assim "O Combate dos Chefes", à boa maneira de Astérix e Obélix. Muito mais do que uma short-list, é já um apuramento para a final. Democrático? Nem por isso! Jornalístico? Sim.
Depois, no texto, o jornal apresenta, em quatro páginas, fotos de 20 potenciais eleitores, cada um deles segurando uma ardósia onde escreveu com a sua própria letra a mensagem do que queria ou não queria que MFL fizesse. Mais uma vez: é uma abordagem mediática e assume aspectos de credibilidade. Contudo, ter 20 pessoas a representarem vários milhões de votantes é praticamente igual a zero! Adiante.
Em maior detalhe, nota-se que um dos textos que acompanham a reportagem diz: "Fernanda, que não quis revelar o seu nome "por ser funcionária pública", é rápida na resposta. Pega na ardósia e deixa um recado a Manuela Ferreira Leite: "Não faça agora o mesmo que fez quando esteve no governo" como ministra." Supunha eu, como leitor, que essa Fernanda que não se queria identificar por ser funcionária do Estado - o medo instaurado por Sócrates! - , não aparecesse nas fotos por razões óbvias. Estava enganado. Aparece! E com idade (58 anos) e local de trabalho (Leiria). Entretanto, o texto que ela escreveu na ardósia é que não bate exactamente certo com o que o jornal refere: "Quero que faça aquilo que não fez." Admitamos que parece haver aqui alguma manipulaçãozinha, ou será apenas o meu céptico cartesianismo a funcionar?
Quanto ao resto, a técnica foi a de fazer o cotejo entre os pedidos e o que está no programa do PSD. Daqui resulta uma informação bastante positiva do programa, como se vê, por exemplo, na comparação entre o pedido de aumento das pensões mínimas de uma senhora com 77 anos, da Maia: "Faremos uma revisão das pensões de velhice do regime não contributivo apoiada numa visão completa do rendimento e património do agregado familiar dos idosos, para poder aumentar o apoio aos mais carenciados." "Está escrito", acrescenta o jornal.
O i como opinion-maker? O que é que se podia esperar?

9/08/2009

ELOGIO


Nada é perfeito, como todos sabemos, mas creio que neste caso as eventuais falhas residem mais em quem procura encontrar a perfeição do que no produto em si. Vem isto a propósito de um jornal diário ainda recente (publicou há dias a sua edição número 100). Tem o nome mais curto que conheço numa publicação diária: i. Assim, pisanamente inclinado como o i que conhecemos dos postos de informação nas cidades.
É um jornal bem feito sob muitos aspectos. Tendo como base gente inteligente - uns formados na Católica e já com experiência jornalística, outros jornalistas de profissão com bom nível, docentes portugueses no estrangeiro, colaboradores que sabem escrever e escolher temas interessantes, jornalistas desportivos diferentes do tradicional no modo de abordagem dos seus artigos e entrevistas - o jornal não assenta necessariamente em temas do dia, embora os forneça também. Com tanta fonte informativa que hoje existe - no computador, na rádio que ouvimos no carro, no telemóvel, na televisão, em outros jornais, nas estações do Metro e sei lá mais onde - as notícias da queda do avião, da derrota (imerecida) do nosso clube, de mais um atentado no Iraque que vitimou 40 pessoas, etc. é aquilo que se sabe primeiro. No i a notícia é incluída, mas por via de regra sem extraordinário pormenor. É depois o conjunto de temas actuais do diário, o qual se apresenta com um bom formato e possui dois fortes agrafes que não permitem que as folhas se soltem, que constitui a pièce de résistance. E os assuntos abordados debatem ideias e práticas apelativas, ocupam o mínimo de uma página inteira e são frequentemente ilustrados por fotografias e também por desenhos, o que os torna mais pessoais. Aliás, graficamente, o jornal é inovador em vários aspectos.
Fui leitor do Público durante cerca de 20 anos. A sua leitura deu-me geralmente prazer e ensinou-me um número grande de coisas. Contudo, tanto a presença do actual director como o abandono de uns habituais colaboradores de peso afectaram negativamente o jornal. Desgostou-me ver o apadrinhamento demasiado fiel da linha Bush pelo director do jornal antes, durante e após a invasão do Iraque. Desgosta-me agora ver a forma como certas figuras portuguesas são tratadas, sem conta, peso e medida. Mais com eubjectividade do que com objectividade. Em face da situação, o aparecimento do i constituiu para mim um alívio. Continuo a comprar o Público ao domingo, o único dia em que o i não se publica, mas nos restantes dias da semana pretiro-o relativamente ao novo periódico.
Não concordo com tudo na orientação do i, mas isso seria impossível. Às vezes parece-me favorecer a direita, mas admito que, de forma inteligente, esse favorecimento não é excessivo. Até ao momento tem conseguido ser razoavelmente fair no seu tratamento de notícias políticas.
A separata de sábado - edição de fim-de-semana - sobre características dos portugueses, é não só um exemplo de bom planeamento como é geralmente alvo de um tratamento refrescante.
Por este conjunto de razões, esta pareceu-me ser uma notícia digna de elogio.