1/19/2018

AS SUGESTÕES DO JOÃO MIGUEL

Em 12 de Outubro de 2017 escrevi: Nesta temporada os concertos do Coro e Orquestra Gulbenkian são quase todos precedidos por palestra / guia de audição, pelo que deixam de ser aqui referidas. Entretanto, constatei que havia quem falhasse as palestras por falta de informação. Assim, corrigindo a situação, retomo o anúncio dessas sessões (embora a informação do site da Gulbenkian esteja a degradar-se; valeu-me o desdobrável, em papel, com a programação mensal …)
Encontrei no blog http://imagenscomtexto.blogspot.pt/ uma série de posts relativos ao livro Sapiens, de Yuval Noah Harari
A decorrer
Abertas inscrições (60€, na Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, Rua Barros Queirós 20,1º-E) para o curso livre: Aqua Artis: história, iconografia e técnica (terças e quintas, às 18h00, de 23 de Janeiro a 20 de Fevereiro, 8 sessões)
De 25 a 28, na Gulbenkian, Isto é PARTIS (Práticas artísticas para a Inclusão Social)
Abertas inscrições (0€, em fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt ou 217784599) para a Sessão Extraordinária do Grupo de Leitura: Vozes da África Lusófona; Palácio Fronteira; 19h, dia 7 de Fevereiro: Os Transparentes, de Ondjaki, com Vanda Anastácio e Ana Paula Tavares
Até 5 de Fevereiro, na Gulbenkian, ciclo de cinema: Do Outro Lado do Espelho
Até 11 de Fevereiro, abertas inscrições para o III Curso Livre de Artes Decorativas: As Artes Decorativas no Espaço Residencial - Entre a Vivência e a Musealização (6 sessões, às 18h00 das quintas-feiras de 22 de Fevereiro a 5 de Abril + 2 visitas a 14 e 21 de Abril; 60€, 50€ até 30 de Janeiro, detalhes: http://www.artis.letras.ulisboa.pt/eventos,9,1091,detalhe.aspx )
Sexta-feira, dia 19
às 8h15, na Mezzo, Count Basie - Jazz Archive (51’)
às 8h20, na ARTE, Les gangsters de la finance (86’) **
às 9h50, na ARTE, Jusqu'à la dernière goutte - Les guerres secrètes de l'eau en Europe (58’)**
às 13h00, na Antena 2, Ecos da Ribalta (…Afinal Houve Ópera no Trindade! Comemorações dos 150 anos – As Mezzo-Sopranos e os Baixos), por João Pereira Bastos
às 16h30, na RTP2, Magnífica Itália: Campania II - da Cartuxa de San Martino a Capri
às 18h00, no Centro Nacional de Cultura, debate O Que Querem Os Cidadãos da União Europeia?, com Ana Paula Zacarias, Ana Rodrigues, Gonçalo Marcelo e Guilherme d'Oliveira Martins (0€)
às 18h30, na Cinemateca, Angst – La Paura (O Medo), de R. Rossellini
às 19h00, no Museu Nacional da Música, ciclo Músicas do Acervo: recital de piano, por Arthur Nesrala (0€)
às 20h00, na Zona de Congressos da Gulbenkian, guia de audição: Rautavaara, Schumann e Sibelius, por Alexandre Delgado (0€)
às 21h00, no Auditório da Reitoria da Universidade Nova de Lisboa, Fin-de-siècle (G. Fauré, C. Saint-Saëns e C. Franck), com Pavel Gomziakov (violoncelo) e a Orquestra Académica Metropolitana (5€)
às 21h30, no O´culto da Ajuda (Travessa da Zebras 25/27, à Calçada da Ajuda), recital Da Solidão (Cage, Saariaho, Aperghis, Capdeville, Baptista, Vasques Dias, Azguime e C. Silva), por Inês Simões (soprano) (donativo €)
às 21h30, no Teatro Cine de Torres Vedras, Temporada Darcos 2018 (N. Côrte-Real, L. v. Beethoven, R. Wagner, H. Berlioz), com Elisabete Matos (soprano) e a Orquesta Sinfónica Castilla y León, dirigidas por Nuno Côrte-Real (5€)
Sábado, dia 20
às 12h10, na TSF, Encontros com o Património: Histórias de Saúde e Doença: a medicina ao longo dos tempos
às 12h59, na TV5, Secrets d'Histoire: Moulay Ismaïl - le roi Soleil des mille et une nuits... (100’)*
às 13h05, na Antena 1, Radicais Livres, com Ruben de Carvalho e J. N. Pinto
às 13h25, na RTP2, História a História África – O Império de Salazar (30’)
às 14h46, na TV5, Chic en Version Française: Clotilde Toussaint / Olivier Saillard (magazine; 15’) *
às 15h02, na TV5, Tendance XXI: Maria Grazia Chiuri chez Dior / Annelise Michelson (magazine; 28’) *
às 15h30, na Cinemateca, Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb (Dr. Estranhoamor), de S. Kubrick e M.A.S.H.I, de R. Altman
às 15h59, na TV5, 300 Millions de Critiques – 2017 / 2018 (magazine; 55’) *
às 16h00, no Museu do Oriente, visita temática: Os Enredos da Ópera Chinesa (6€)
às 17h00, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, Ludwig van Beethoven, Sinfonia nº 9, com Coro do Teatro Nacional de São Carlos e a Orquestra Sinfónica Portuguesa (15€)
às 17h00, no Auditório da Biblioteca Municipal Almeida Garrett, Porto, Porto de Encontro, com Francisco Louçã (0€)
às 18h00, na Zona de Congressos da Gulbenkian, guia de audição: Rautavaara, Schumann e Sibelius, por Alexandre Delgado (0€)
às 18h00, no Museu da Música Portuguesa - Casa Verdades de Faria, Monte Estoril, recital: Alma Latina (D. Morgan, I. Albeniz, J. Medaglia e E. Granados), pelo Quinteto de Sopros da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (3€)

às 19h00, no Cinema São Jorge, projecção: Egon Schiele - A morte e a rapariga, de Dieter Berner
às 21h30, no O´culto da Ajuda (Travessa da Zebras 25/27, à Calçada da Ajuda), recital Da Solidão (Cage, Saariaho, Aperghis, Capdeville, Baptista, Vasques Dias, Azguime e C. Silva), por Inês Simões (soprano) (donativo €)
às 22h10, na ARTE, Philosophie: Le cynique est-il un salaud? (27’) **
às 22h30, na Fábrica Braço de Prata, Nelson Cascais Quinteto (7€)
às 23h00, na Mezzo live HD, An evening with Avishaï Cohen – Alfa Jazz Fest
às 24h00, na Mezzo, Oscar Peterson et Roy Eldridge à l'Olympia - Jazz Archive (29’)
Domingo, dia 21
às 9h11, na Mezzo, Maxim Vengerov na Sala Gaveau, Festival Paris Mezzo (115’)
às 10h48, na TV5, Chic en Version Française: Pouenat / Christophe Pillet (magazine; 15’) *
às 10h50, na ARTE, Metropolis (43’) **
às 11h00, no Museu Gulbenkian/Coleção Moderna, visita orientada do ciclo Descubra as Diferenças: Uma Coleção em Mudança I, com Hugo Barata (6€; ciclo completo, 2 visitas, 10€)
às 12h00, no Museu dos Coches, concerto (Dvorak, Mozart e Beethoven) do Ciclo Cordas Jovens, com o Quarteto de Cordas QuarTét (0€)
às 14h46, na TV5, Chic en Version Française: Pierre Charpin / Green Factory (magazine; 15’) *
às 15h00, no Auditório 3 da Gulbenkian, projecção do documentário: Zhu Xiao-Mei: How Bach Defeated Mao (0 €; necessário levantamento de senha)
às 15h00, numa sala de cinema UCI no El Corte Inglês e no Arrábida Shopping, transmissão em directo do bailado Romeu e Julieta, dançado pelo Bolshoi (13,70€)
às 15h01, na TV5, Version Française: Olivier Saillard / Atelier Clotilde Toussaint (magazine; 26’) *
às 16h00, no Auditório 3 da Gulbenkian, conversa com Michel Mollard sobre Zhu Xiao-Mei, moderada por Risto Nieminen (0 €; necessário levantamento de senha)
às 16h30, no Auditório 3 da Gulbenkian, projecção do documentário: J.S. Bach – Goldberg Variations – Zhu Xiao-Mei (0 €; necessário levantamento de senha)
às 16h35, na ARTE, Pure Love - The voice of Ella Fitzgerald (53’) **
às 18h30, no O´culto da Ajuda (Travessa da Zebras 25/27, à Calçada da Ajuda), recital Da Solidão (Cage, Saariaho, Aperghis, Capdeville, Baptista, Vasques Dias, Azguime e C. Silva), por Inês Simões (soprano) (donativo €)
às 21h00, na RTP2, Jóias, Para que vos quero? (25’)
às 24h16, na Mezzo, Jamie Cullum – Lotos Jazz Festival (80’)
às 26h20, na ARTE, Les petits secrets des grands tableaux: Femmes à la terrasse d’un café le soir, 1877, Edgar Degas (26’) **
Segunda-feira, dia 22
às 12h15, na RTP2, Raízes: Festivais e Jogos (45’)
às 16h30, na RTP2, Magnífica Itália: Friuli Veneza Giulia I (de Tarvisio a Udine)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Arte no Feminino: Mulheres na música, por Ana Telles (0€)
às 18h00, no Grande Auditório da Gulbenkian, projecção do filme: O Piano, de J. Campion (0 €; necessário levantamento de senha)
às 18h00, na Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos, Rua Barros Queirós 20,1º-E, conferência do ciclo Conversas ao Acaso: A Baixa Pombalina - O Plano Regular: O Real e a Utopia, por Margarida Valla (0€)
às 18h00, no Palácio Foz, recital de harpa (G.F.Handel, G. Rossini, F. Schubert …), por Manal Mohie El-Din (0€)
às 21h30, na Barraca (Largo de Santos, 2), Encontros Imaginários: François Noël Babeuf (Artur Pinto), Irma Grese (Ana Roseheim) e Vittorio De Sica (Carlos Magno) (10€)
às 23h45, na Mezzo, Count Basie - Jazz Archive (51’)
às 24h10, na Antena 1, Crónicas da Idade Mídia, com Ruben de Carvalho
às 26h40, na ARTE, Les petits secrets des grands tableaux: Vue de Varsovie..., 1773, Bernardo Bellotto (26’) **
Terça-feira, dia 23
às 12h30, na RTP2, Os Mais Belos Jardins da Europa: Jardins de Lisboa
às 14h57, na Mezzo live HD, An evening with Avishaï Cohen – Alfa Jazz Fest
às 16h30, na RTP2, Magnífica Itália: Friuli Veneza Giulia II (de Cormon a Trieste)
às 16h30, no Auditório Municipal Maestro César Batalha, Galerias Alto da Barra, Oeiras, Masterclass da História do Cinema – Filmes que Eu Amo: American Grafitti, de George Lucas (senhas a partir das 15h30; 0 €)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Arte no Feminino: Mulheres no cinema - uma reflexão e alguns exemplos, por Maria do Rosário Lupi Bello (0€)
às 17h38, na TV5, Johnny Hallyday, la France Rock'n Roll (90’) *
às 18h00, na Biblioteca Nacional de Portugal, recital Serões de Camilo (Bizet, Liszt, Lopes-Graça, Fauré, Hahn, Verdi, Bellini e Rossini), com Sara Braga Simões (soprano) e Rui Martins (piano) (0€)
Quarta-feira, dia 24
às 8h05, na TV5, Une brique dans le ventre: Maison du XIXe siècle à Bruxelles; L'Hôtel Fazenda Nova... (26’) *
às 11h00, no Museu Nacional dos Coches, visita orientada à exposição Partida da Família Real para o Brasil - 1807 (0€)
às 13h30, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 20 minutos com arte à hora de almoço: Pote dos Jesuítas, por Mafalda Portugal (0€)
às 15h30, na Mezzo, Count Basie - Jazz Archive (51’)
às 16h24, na Mezzo, Portal et Cie, Ballard et Hays – Jazz sous les Pommiers (63’)
às 16h30, na RTP2, Magnífica Itália: Lazio (de Roma a Frascati)
às 18h00, na sala 5.2 da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, palestra: Azulejos “On The Rocks”: Padrões de Rochas Ornamentais em Azulejos Lisboetas do Séc. XIX, por Carlos Marques Silva
às 18h00, na ARTE, Le ventre de Lisbonne: Le marché de la Ribeira (45’) **
às 19h00, na Cinemateca, Le Testament du Dr. Cordelier (O Testamento do Médico e do Monstro), de J. Renoir
às 19h00, no Palácio Fronteira, visionamento comentado do filme O Escritor Fantasma, de R. Polanski (inspirado no romance The Ghost Writer, de Robert Harris), com Luiz Fagundes Duarte e Vanda Anastácio (0€)
às 19h00, no Teatro São Luiz, conversa do ciclo Arquitectas - Modo(s) de (R)Existir: Da Prática em Expansão, com Inês Moreira, Paula Melâneo e Mariana Pestana (0 €)
às 20h00, na TV5, La Grèce en héritage (110’) *
às 22h30, no Rive Rouge (Mercado da Ribeira), Lx Jazz Sessions, com Mário Laginha (p), Bernardo Moreira (ctb), Alexandre Frazão (bat) (? €)
às 23h12, na Mezzo, Jamie Cullum – Lotos Jazz Festival (80’)
às 24h05, na Antena 1, Radicais Livres, com Ruben de Carvalho e J. N. Pinto
às 26h12, na TV5, Eaux: Réflexions (46’) *
às 27h25, na TV5, Une brique dans le ventre: Maison du XIXe siècle à Bruxelles; L'Hôtel Fazenda Nova... (26’) *
Quinta-feira, dia 25
às 13h25, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, A Pausa do Mês: Sto. António e Sta. Margarida, vitrais de Luís Filipe Abreu (0€)
às 16h30, na RTP2, Magnífica Itália: Lazio (de Tivoli a Roma)
às 18h00, no Museu Nacional de Arte Antiga, conferência do ciclo Descobrindo um Arquipélago (no âmbito da exposição As Ilhas do Ouro Branco - Encomenda Artística na Madeira: Séculos XV-XVI): As Elites Madeirenses do Ciclo do Açúcar - O Poder e o Gosto dos Comitentes Insulares, por Rita Rodrigues (0€)
às 18h00, na Cooperativa Árvore, Porto, ciclo de Homenagens Cidade das Mulheres, homenageada: Graça Morais, oradores: António Mega Ferreira e Afonso Pinhão Ferreira
às 18h30, no Palácio do Beau Séjour, conferência do ciclo Temas Olisiponenses: Terminologia Jurídica Usada no Quotidiano, por Carlos Pinto de Abreu (0€)
das 19h00 às 24h00, na Gulbenkian, Noite das Ideias - Nuit des idées: A Imaginação ao Poder (0 €, ou em https://livestream.com/fcglive/20180125NuitdesideesPortugal )
às 19h30, na Mezzo, H.U.M.! - Jazz Archive (29’)
às 20h00, na Zona de Congressos da Gulbenkian, guia de audição: Rachmaninov, por Sérgio Azevedo (0€)
às 23h42, na TV5, 300 Millions de Critiques (magazine; 55’)*
às 24h10, na Antena 1, Sem Ensaio, com Carlos Martins (o do jazz)
às 26h24, na Mezzo, Portal et Cie, Ballard et Hays – Jazz sous les Pommiers (63’)
A seguir:
Dia 26, Dia da Memória. Para não esquecer (instituído para homenagear as vítimas do Holocausto)
Dia 26, às 16h30, na RTP2, Magnífica Itália: Liguria I (de La Spezia a Portofino)
Dia 26, às 17h00, no Instituto Italiano de Cultura (Rua do Salitre 146), projeção do filme Hotel Meina, de Carlo Lizzani 
Dia 26, às 18h00, na Zona de Congressos da Gulbenkian, guia de audição: Rachmaninov, por Sérgio Azevedo (0€)
Dia 26, às 21h30, no Grande Auditório da Gulbenkian, Septetos Blanc e Beethoven, do ciclo Solistas da Orquestra Gulbenkian (0 €)
Dia 26, às 26h25, na RTP2, Sofia Areal: Um Gabinete Anti-Dor (documentário de Jorge Silva Melo; 55’)
Dia 27, às 15h00, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, conferência do ciclo Tardes com Matemática: A Matemática e a Cegueira (3,5€)
Dia 27, às 15h30, na Cinemateca, Sunset Boulevard (Crepúsculo dos Deuses), de Billy Wilder e Mulholland Drive, de David Lynch
Dia 27, às 16h00, no Palácio Fronteira, concerto Laureados do III Concurso Nacional de Cordas Vasco Barbosa (0€)
Dia 27, às 18h00, no Palácio Marquês de Pombal, Oeiras, Chopiniana, por António Cebola (piano) (3€)
Dia 27, às 18h30, no Museu do Oriente, espectáculo de dança Seraikella Chhau, pela Companhia de Pandit Gopal Prasad Dubey (10€)
Dia 29, às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Arte no Feminino: Literatura no feminino, por Gustavo Rubim (0€)
Dia 30, às 18h30, no Instituto Italiano de Cultura (Rua do Salitre 146), conferência de apresentação do Museo Archeologico Nazionale de Nápoles, pelo seu director Paolo Giulierini
Dia 31, às 22h30, no Rive Rouge (Mercado da Ribeira), Lx Jazz Sessions, com João Paulo Esteves da Silva
Dia 2, às 21h30, na Ler Devagar, LxFactory, concerto Bay’s Lip + Carlos “Zingaro” (violino) (5€)
Dia 3, às 21h00, no armazém Lisboa ao Vivo (Av. Infante Dom Henrique, Armazém 3), concerto Rock dos Anos 60, pelo conjunto No Name Yet (10€)

Esta informação está disponível, e é actualizada, no blog http://azweblog.blogspot.com e no facebook ( https://www.facebook.com/pages/Sugestôes/582224458542163 )
Bom Fim de Semana!
 JMiguel          


* Depois da emissão talvez fique disponível em http://www.tv5mondeplus.com/toutes-les-videos , mas um dos operadores de cabo já disponibiliza a gravação automática de sete dias deste canal
** Depois da emissão talvez fique disponível em http://www.arte.tv/guide/fr/plus7/?country=PT

6/17/2014

Forma e Substância

          Creio que mesmo se Antero de Quental tivesse vivido um século mais tarde, ele não iria em futebóis. Para o malogrado escritor e pensador, possivelmente o actual Campeonato do Mundo que se está a realizar no Brasil passaria praticamente ao lado. No entanto, o que há dias sucedeu no Espanha-Holanda e hoje ocorreu no Portugal-Alemanha não pôde deixar de me fazer lembrar as teses de Antero expostas na sua famosa comunicação sobre as Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. É que a Espanha, aureolada com o pesado título de campeã do mundo, se viu destroçada por uma Holanda voluntariosa e combativa que logrou o espantoso resultado de 5-1. No jogo que Portugal disputou há horas com a Alemanha, o que aconteceu não foi tão diferente assim. O resultado final de 4-0 não tem discussão.

          E assim os dois povos peninsulares foram copiosamente batidos por dois países do Norte da Europa. Na sua famosa comunicação sobre o atraso peninsular, Antero referia-se, como todos sabemos, à Contra-Reforma, que comparou desfavoravelmente com a Reforma Protestante, à Monarquia Absoluta castradora de liberdade e de espírito de iniciativa, e ao sistema económico que derivou dos Descobrimentos e respectivas colónias (há bens que vêm por mal). 

          Pergunta-se: e o que é que isto tem a ver com o futebol? Nada, pelo menos aparentemente. Mas há um ponto, que creio ter sido também intuído por Antero, que é a diferença entre o primado da forma e o primado da substância. Geralmente, os países do Sul continuam a defender muito o primado da forma, o que os faz falarem e escreverem muito – e no futebol gesticular e discutir as decisões dos árbitros -, prestando menos do que a atenção devida à substância. No jogo de Portugal, conforme transmitido e relatado pela RTP1, foi notória a constante intervenção do locutor sobre um programa do canal que ninguém deveria perder, onde a posteriori se discutiria tudo sobre o jogo, com as melhores declarações, entrevistas e comentários. Bla, bla, bla, bla. O que é isto senão a forma? Entretanto, usando a mesma atitude de apreço primordial pela substância, os alemães iam impiedosamente caminhando para a nossa baliza, coleccionando golos. Originalmente, “goal”, de onde deriva a palavra portuguesa “golo”, significa “objectivo”, e esta é a substância da questão.

          Como português e também como cidadão ibérico custou-me muito ver os dois países da Ibéria serem estrondosamente derrotados por dois países do Norte europeu, mas sou forçado a reconhecer que a superioridade dessas duas equipas foi inegável. Todos sabemos que no futebol podem existir grandes surpresas, mas nos dois encontros em apreço foi menos o milagre e mais a realidade que se impôs. 

5/16/2014

Fugir do Paraíso?


            No final da década de ’60 e no início dos anos ’70 do século passado, houve uma enorme vaga de emigração portuguesa para a Europa. Para o Brasil já tinha sido comum. Para os Estados Unidos e Canadá era algo mais recente. Mas para a Europa e com tal força aquela onda emigratória era inédita. Os anos ’60 e início dos ’70 coincidiram com a Guerra Colonial, mas esta esteve longe de ser a grande força motriz por trás da debandada de portugueses para França, Alemanha, Luxemburgo e outros países da Europa. Os baixos salários que os trabalhadores auferiam em Portugal quando comparados com os que eram pagos no estrangeiro falaram mais alto e levaram muitos e bons braços da terra portuguesa para fora da pátria.
            Curiosamente, essa foi também a altura em que o Portugal turístico, que era então em imagens publicitárias “o segredo mais bem guardado da Europa” atingiu (em 1964) o seu primeiro milhão de visitantes estrangeiros, número largamente superado anos depois.
            De entre os locais descobertos para o turismo sobressaía, como alguns se lembrarão, o nosso Algarve. O Algarve era publicitado como um paraíso de sol e de tranquilidade para visitantes endinheirados. Porém, mesmo do Algarve saíam centenas de emigrantes para os países europeus. Este facto levou a certa altura o Bispo do Algarve a comentar ironicamente que podia imaginar o gosto de alguém em largar o Inferno, mas que lhe era extremamente difícil entender que alguém estivesse interessado em abandonar o Paraíso. Tinha a sua lógica o comentário do Bispo.
            Embora a História, como se sabe, não se repita, é um facto que ela muitas vezes rima. Presentemente, os arautos do Governo português proclamam que a sua governação tem sido um sucesso; que a economia está a dar a volta e a recuperação já começou; que as exportações têm aumentado substancialmente; que, ao contrário do que muita gente esperava, o Governo se decidiu por uma “saída limpa”, calando assim as calhandras que só falavam de desastres. Voltámos à narrativa do Paraíso português!
            Ora, parece que de maneira algo semelhante àquela que levou tantos trabalhadores algarvios a emigrarem do seu Paraíso nas décadas atrás mencionadas, também agora é do Paraíso português propalado pelo actual Governo que duas conceituadas instituições financeiras decidem cessar a sua actividade em Portugal, i.e. abandonar o Paraíso. As duas instituições são sobejamente conhecidas. Uma delas é o Banco Barclays, a outra o BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria). O primeiro está em Portugal há pelo menos 40 anos; o segundo está entre nós há um número inferior de anos: apenas há 23. Segundo o jornal espanhol El País, a operação portuguesa não oferece a rentabilidade esperada. É talvez um pouco mais do que isso, diga-se: nos últimos três anos de actividade em Portugal, o BBVA registou perdas que chegaram aos 133 milhões de euros. Para paraíso não está mal.
            Será que tanto os trabalhadores algarvios de há décadas como os bancos internacionais aqui referidos são insensíveis aos encantos do Paraíso?

5/06/2014

"A gente" e "as pessoas" serão uma e a mesma coisa?


O dicionário de língua portuguesa que geralmente uso diz-me, entre outras acepções do termo, que “gente” é um conjunto de pessoas, o género humano, a humanidade, o povo. É de facto esta a noção que a maioria de nós tem relativamente à palavra. Logo, pode parecer à primeira vista que “as pessoas” e “a gente” são a mesmíssima coisa. Talvez não seja bem assim.  

Na utilização linguística que vemos e ouvimos todos os dias, “a gente” surge-nos geralmente em expressões positivas, desculpantes ou vitimizadoras para quem fala. Há, portanto, uma tendência para nos incluirmos no “a gente” a que nos referimos. Exemplificando:

“Se a gente não é informada da razão do atraso na partida do avião, como é que podemos saber o que se passa?”
“Se não houver saída por esta rua, a gente vai lá por trás, por umas travessas, e sai na mesma.”
“O Governo precisa de dinheiro e a gente é que paga.”
“A gente” é geralmente sinónimo de “uma pessoa”, expressão que é também positiva e na qual igualmente tendemos a incluir-nos.
“Como é que uma pessoa pode decorar isto tudo – duzentas páginas - para um exame?”
“E depois querem que uma pessoa não proteste!”
“Como é que querem que uma pessoa possua sentido crítico, se na escola não nos ensinam a pensar criticamente, a pôr as coisas em dúvida?”

            Pelo contrário, quando utilizamos – e fazemo-lo com grande frequência – a expressão “as pessoas”, colocamo-nos geralmente de fora e tendemos a expressar uma crítica, na qual nos incluímos apenas como bom elemento observador e não como alvo da opinião geralmente negativa que é expressa. Exemplificando:
          
                “As pessoas estão a ficar cada vez mais porcas. Agora nem põem o lixo nos contentores.”
            “As pessoas estão todas a monte aqui à frente no autocarro, quando há tantos lugares vagos lá atrás!”
            “As pessoas agora não sabem nada de História ou de Geografia de Portugal. No meu tempo sabíamos tudo de cor e salteado.”
            “As pessoas agora não querem trabalhar. Preferem receber subsídio de desemprego.”
          
           Como no nosso país criticar há muito que se transformou numa instituição nacional, quando ouvimos alguém usar “as pessoas” como sujeito de uma oração sabemos antecipadamente que vamos ter algo reprovativo. Em princípio não ofende ninguém em particular ou, visto de outro ângulo, atinge toda a gente, com clara e óbvia excepção de quem formula a censura, que se arvora em professor ou professora do povo: se pudesse, endireitaria este mundo e o outro. Infelizmente, não pode. À guisa de compensação, invectiva tudo e todos.
            
          
Se prestarmos atenção, encontraremos este quadro em muitos lados e em variadíssimas ocasiões. E se a nossa atenção for implacável, talvez nos encontremos também nós próprios a pintar esse quadro de “as pessoas”.

4/20/2014

AGUENTAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO


          Num dos pelotões militares que, como oficial miliciano, me atribuíram para a obrigatória recruta, encontrei um soldado que era na altura campeão nacional de 5 000 metros. Nas boas instalações que tínhamos no quartel, ele treinava diariamente ao ar livre a sua corrida, de uma maneira que para mim constituiu alguma novidade: corria 100 metros para um lado, descansava uns segundos, corria 100 metros em sentido contrário, e ali estava um ror de tempo exercitando-se sem cansaço aparente. Eu tinha na altura uma razoável preparação física e, falando com ele, admiti que não aguentaria treinar durante tanto tempo. “É preciso praticar”, dizia-me ele. “Depois aguenta-se melhor.” Era o clássico conceito de Practice makes perfect aplicado à corrida. “Mas há uns que aguentam melhor e outros que não aguentam mesmo”, contestei eu. O soldado, que corria por um dos grandes clubes do país, admitiu naturalmente que isso também era verdade e confessou-me, a meu pedido, onde é que arranjara aquela resistência toda: “Fiz muito contrabando lá na minha terra. Tinha que percorrer grandes distâncias.”

          De facto, a prática é muito importante, mas só testando as pessoas se vê se elas aguentam ou não um determinado esforço. Mudando de agulha neste discurso, quero lembrar que o Governo do nosso país nos tem aplicado doses maciças de impostos e de cortes nos rendimentos que vêm testando a nossa capacidade de suportar esses esforços. 

        Aumentou a pobreza no país, o desemprego tornou-se uma praga, foi reduzida a assistência na doença mas, melhor ou pior, o povo tem na generalidade aguentado o sacrifício. Tem crescido o número de suicídios e divórcios, tem diminuído o número de crianças nascidas, morre-se em Portugal mais do que se nasce. Mas há ainda muita gente que vem aguentando, gente que parece ser em número demasiado elevado na óptica do Governo. O ideal era que desaparecessem mais pessoas, através de morte natural ou auto-infligida, ou através da emigração para outras paragens.

          Todavia, o Governo, que se preocupa primordialmente com as contas públicas e tem os seus alvos fiscais preferidos, já pode dizer agora, após três anos de experiências agravadamente repetidas, que os esforços apodados de temporários vão passar a definitivos. A prática mostrou que há muita gente que os aguenta, pelo que não há argumentos que possam destruir os factos.

          O “aguenta, aguenta!”, que se tornou célebre depois de saído da boca de um conhecido banqueiro português, não consistiu apenas em palavras. Foi todo um processo para verificar as reacções e os respectivos resultados.

          O antigo soldado do meu pelotão tinha razões de sobra para confiar na prática do treino.