5/26/2017

AS SUGESTÕES DO JOÃO MIGUEL

Se gosta de jardins, duas sugestôes: http://www.aajba.com/ e o post do dia 24 de http://imagenscomtexto.blogspot.pt/
Está em distribuição a programação da próxima temporada Gulbenkian. As sugestôes não abrangem estes eventos, por envolverem relações preço/interesse significativas e dependentes do gosto individual, mas recomendo a consulta pois será tentadora ...
A Cinemateca passa mais um filme que me maravilhou: Lilith (descoberto graças ao CineClube)
A palestra Alguns aspectos Matemáticos na Tapeçaria O Número, do Prof. Luís Trabucho, também me maravilhou e justificou o estudo prévio do tema.
Não fui, mas observadores da comunidade das sugestôes transmitiram-me uma opinião muito entusiástica do recital de ontem de Jorge Moyano no IST
Se tiver a inspiração de visitar as Caldas da Rainha, duas pequenas sugestôes para enriquecer o projecto:
sair da A8 em Óbidos (quando vira e fica de frente para a vila, deslumbre-se com a vista; siga pela estrada nacional, se tiver tempo visite a Igreja do Senhor da Pedra)
adquirir (no Posto de Turismo, ao cimo da Praça «da fruta», 1 €) Caldas da Rainha, um Roteiro, de J.Bonifácio Serra e João M. Pereira (48 páginas A5 bem impressas, com belas fotos e textos rigorosos, sábios e aliciantes)
Se tem coleccionado os fascículos do Expresso relativos ao livro Portugal Amordaçado, agradecia que me contactasse para esclarecimento (via mail) duma dúvida que ocorreu
A decorrer
Até dia 27, Festa no Chiado 2017 ( http://www.cnc.pt/uploads/FNC_2017.pdf )
Dias 27 e 28, das 10h30 às 19h00, no Jardim e Edifício Sede da Gulbenkian, Frutologia
Até dia 28, na Casa Museu Medeiros e Almeida, Jóias de Portugal: Colecção S.J.Phillips
De 1 a 18 de Junho, 87ª Feira do Livro de Lisboa (12h30 às 23h00; excepções: abertura 11h00 ao sábado, domingo, feriados; fecho 24h00 à sexta, sábado; http://feiradolivrodelisboa.pt/)
Sexta-feira, dia 26
às 8h35, na Mezzo, Jazz Festival de Cannes 1958: Sidney Bechet, Dizzy Gillespie, Stan Getz... - Jazz Archive (53’)
às 13h00, na RTP2, Design PT – Rafael Bordalo Pinheiro
às 14h40, na ARTE, Sur les toits des villes – Paris (52’)
às 17h00, na Biblioteca Nacional de Portugal, sessão cultural Faces de Eva e Espelhos de Clio, com Anne Cova e Regina Tavares da Silva, seguido de um momento musical e leitura de poesia por Maria José Area (0€)
às 18h00, na Zona de Congressos da Gulbenkian, ciclo Conheçer uma obra – guia de audição: The Dream of Gerontius, de E. Elgar, por Alexandre Delgado (0€)
às 18h00, na Biblioteca Municipal de Belém, ciclo Rota de Contadores nas Bibliotecas de Lisboa 2017, com Elsa Serra (0€)
às 21h30, no Palácio Nacional de Queluz, 52º Festival de Sintra, Richard Galliano Trio (15€)
às 21h30, no Grande Auditório da Gulbenkian, ciclo Solistas da Orquestra Gulbenkian (A. Vivaldi, Pedro Antonio Avondano, Alessandro Marcello e Georg Friedrich Händel) (0 €)
Sábado, dia 27
às 11h00, na Antena 2, A Propósito da Música: Vida e Obra de Bach, por Alexandre Delgado
às 12h00, na Antena 2, Musica Aeterna: A vida e a obra de Luigi Boccherini, por João Chambers
às 12h10, na TSF, Encontros com o Património: Victor Palla & Bento d’Almeida. Uma arquitetura de outro tempo
às 15h00, no Museu Nacional de História Natural e da Ciência, passeio: Rota das Simetrias (desde o Jardim Botânico até à Praça do Município; a matemática da rua; a história da Calçada Portuguesa de Lisboa) (3,5€; inscrições: geral@museus.ulisboa.pt ou 213 921 808)
às 15h05, na TV5, Tendance XXI (magazine; 28’) *
às 15h30, na Capela do Rato, conversa: Ser Igreja no mundo - Histórias de vida, com Adelino Ascenso, Luís Mah e Leonor Xavier (0€)
às 15h59, na TV5, 300 Millions de Critiques (magazine; 55’)
às 18h00, no Palácio Marquês de Pombal, Oeiras, recital: Trio Romântico (C. M. Von Weber, R. Schumann e L. Farrenc), com Natalia Grossmannová (flauta), Diana Botelho Vieira (piano) e Maxim Doujak (violoncelo), solistas da Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras (3€)
às 18h00, na Livraria Almedina Atrium Saldanha, Recordar os Esquecidos (evocação de livros e autores que caíram no esquecimento), com Alice Vieira e João Morgado (0€)
às 18h30, na Cinemateca, Os Verdes Anos, de Paulo Rocha
às 19h50, na ARTE, Venise et son Ghetto (90’)
às 21h30, no Centro Cultural e de Congressos de Caldas da Rainha, Outra Vida, pelos Sons do Bairro (10€)
às 21h30, na Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção, Ferreira do Alentejo, Festival Terras sem Sombra, Um Espaço Comum: Aspectos da Tradição Lírica em Portugal e Espanha, com Helena Gragera (meio-soprano) e Antón Cardó (piano) (0€)
às 28h40, na RTP2, O Estranho Caso do Mário de Sá-Carneiro (documentário, 52’)
Domingo, dia 28
às 9h30, na Casa das Histórias Paula Rego, partida do autocarro para visita, guiada ao mosteiro da Penha Longa (0 €; inscrição, fmsm@cm-cascais.pt, 214 815 328)
às 10h40, na ARTE, Metropolis - Cluj-Napoca / Aboubakar Fofana / Wolfgang Tillmans / Deep Purple (43’)
às 11h00, no Museu Gulbenkian/Coleção Moderna, à descoberta das colecções visita orientada Entre a ditadura e a democracia – a arte na segunda metade do século XX, por Hilda Frias  (6€)
às 11h00, no Teatro Thalia, O Dia Seguinte - Venha Ouvir uma Orquestra por Dentro!: I. Stravinsky - Suíte do bailado Pulcinella, com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida por Pedro Neves (7€)
às 11h00, no Museu Gulbenkian/Coleção Moderna, à descoberta das colecções visita orientada Entre a ditadura e a democracia – a arte na segunda metade do século XX, por Hilda Frias  (6€)
às 12h25, na ARTE, Les couleurs du Maroc - Bleu (26’)
às 15h05, na ARTE, Venise et son Ghetto (90’)
às 16h00, na Igreja Matriz de Oeiras, Concerto de Páscoa (Dietrich Buxtehude, Antonio Vivaldi e J.S.Bach), com Alexei Tolpygo (violino barroco) e Daniel Oliveira (órgão português, séc.XIX) (0€)
às 16h00, na Antena 2, Música Aeterna: O Barroco de Vivaldi a Gluck, por João Chambers
às 17h00, no Auditório da Biblioteca Orlando Ribeiro, Temporada Música de Câmara (M. Reger, W. A. Mozart e J. Brahms), com Jovens Solistas da Metropolitana: Rossana Valente (flauta), Laura Martins (violino), Beatriz Teves (viola), Gonçalo Repolho (violino), Catarina Olaio (viola), Vitor Trindade (clarinete), Ana Teresa Oliveira (violino), Sofia Leong (violino), Sara Farinha (viola) e Margarida Vieira (violoncelo)
às 23h35, na ARTE, Mozart Solennel ("Agnus Dei" de la Messe solennelle du couronnement et "Laudate Dominum" des Vêpres solennelles d'un confesseur) ( 62')
às 24h35, na ARTE, Philippe Jordan dirige la "Symphonie n°5" de Beethoven ( 43')
às 25h14, na Mezzo, Gregory Porter à Jazz Sous Les Pommiers (63’)
Segunda-feira, dia 29
hoje pode comprar (com o jornal Público) o DVD Paula Rego – Histórias & Segredos, de Nick Willing (5€)
às 11h05, no RTP2, Sur le Pas de Cézanne
às 14h10, na ARTE, Les couleurs du Maroc - Blanc (26’)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Arquitetura gótica, por Luís Serro (0€)
às 17h45, no Auditório da Ordem dos Engenheiros, seminário: O Futuro da Energia Renovável na Produção de Eletricidade em Portugal (0€)
às 19h00, no Palácio Foz, O Imaginário Popular na Canção Brasileira, com Vanessa Piló (0€)
às 23h00, na Rádio Renascença, Edição da Noite vai incluir a gravação da sessão de Obra Aberta (dia 25, no CCB) com Richard Zimler e António Araújo
às 23h12, na RTP2, Visita Guiada – Bairro da Lapa, Lisboa (40’)
Terça-feira, dia 30
às 12h30 (repete às 18h30), na Antena 2, Grandes Cartas de Amor, por Inês Pedrosa
às 14h59, na TV5, #versionfrançaise (magazine; 28’)
às 15h30, na Cinemateca, Bom Dia Tristeza, de Otto Preminger
às 17h00, na Antena 2, A Propósito da Música: Vida e Obra de Bach, por Alexandre Delgado
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Arquitetura no Norte de Portugal nos séculos XVI a XVIII: obras, programas e arquitetos, por Manuel Rocha (0€)
às 18h00, na Fundação Arpad-Vieira da Silva, sessão do Curso de História da Arte Masculino || Feminino: Baltazar Gomes Figueira e Josefa de Óbidos, por Fernando António Baptista Pereira (10 €)
às 18h30, no Museu Bordalo Pinheiro, ciclo Conversas à Volta da Exposição Lisboa de Bordalo: Artes do Palco, com M.Virgílio Cambraia Lopes e Luzia Rocha (0 €)
às 18h30, na Videoteca Municipal, Largo do Calvário, 2, projecção do ciclo Topografias Imaginárias: Xavier, de Manuel Mozos, comentários de Filipa Reis, João Miller Guerra, José Maria Assis e Susana Nascimento Duarte (0€)
às 19h50, na ARTE, Trump, mon nouveau président
às 20h50, na ARTE, L'homme qui murmure à l'oreille de Trump ( 52')
às 21h55, na ARTE, Identités douloureuses - Les nouvelles droites en Europe ( 52')
às 23h07, no RTP2, Literatura Aqui
às 24h07, na Mezzo, Jazz Festival de Cannes 1958: Sidney Bechet, Dizzy Gillespie, Stan Getz... - Jazz Archive (53’)
Quarta-feira, dia 31
às 15h30, na Mezzo, Jazz Festival de Cannes 1958: Sidney Bechet, Dizzy Gillespie, Stan Getz... - Jazz Archive (53’)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Arquitetura barroca, por Matilde Sousa Franco (0€)
às 17h30, na Reitoria da Universidade de Lisboa, ciclo de cinema América, América, para onde vais?: América, América, de E. Kazan (0€)
às 18h00, no Foyer do Grande Auditório da Gulbenkian, ciclo de mesas-redondas Almada Negreiros, uma maneira de ser moderno: Discursos sobre Almada Negreiros, com Osvaldo Manuel Silvestre, Luís Trindade, Mariana Pinto dos Santos (0€)
às 18h00, no Museu de Lisboa (Palácio Pimenta), conferência: Um Novo Padrão, por Anísio Franco (0€)
às 18h00, no Museu Nacional de Arte Antiga, obras em foco 2017: Arcanjo São Miguel (1765- 90) (0 €)
às 18h00, na Sala do Conselho da União de Associações do Comércio e Serviços (Rua Castilho, 14), conferência do ciclo Lisboa - do Terramoto à Revolução de Abril: Lisboa Caes da Europa, e do Rio se Fez Cidade, por Ana Barata
às 18h30, na Casa-Museu Anastácio Gonçalves, Os Frutos e os Símbolos: A Representação do Pêssego do Cidrão e da Romã na Porcelana Chinesa, por Sasha Lima,
às 19h55, na ARTE, Saint Laurent ( 142')
às 20h10, na TV5, Des Racines & des Ailes – La France des grands espaces (110’)
às 22h20, na ARTE, Le cinéma dans l'oeil de Magnum ( 54')
às 23h00, no RTP2, Underfire: The Untold Story of Pfc. Tony Vaccaro
às 23h15, na ARTE, La ruée vers l'art( 86')
Quinta- feira, dia 1, Dia Mundial da Criança
às 18h00, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide, concerto Dia Mundial da Criança (C. Saint Saëns: Carnaval dos Animais e W. A. Mozart: Sinfonia dos Brinquedos), pela Orquestra de Câmara de Cascais e Oeiras, dirigida por Nikolay Lalov (3€)
às 19h00, na Cinemateca, Lilith e o Seu Destino, de R. Rossen
às 19h30, na Mezzo, Yaron Herman 'Everyday' à Jazz à La Villette (68’)
às 20h40, na Mezzo, Yaron Herman Trio - Cully Jazz Festival (60’)
às 21h40, na Mezzo, Brad Mehldau Trio (90’)
às 25h17, na TV5, 300 Millions de Critiques (magazine; 55’)
às 26h31, na TV5,Tendance XXI (magazine; 28’)
A seguir:
Dia 2, às 13h00, na RTP2, Design PT – Daciano da Costa
Das 20h00, do dia 2, às 22h00, de 4, Serralves em Festa! – Quebrar Muros (http://www.e-cultura.sapo.pt/uploads/serralves2017.pdf )
De 2 a 4, das 9h30 às 19h00, no Mercado Municipal de Alcobaça, Bom Dia Cerâmica (0€)
Dia 2, às 13h00, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, Diálogos (B. Ford, M. Colquhoun, A. Jolivet, A. Jolivet, G. Farr e A. Piazzolla), com os solistas da Metropolitana: Janete Santos (flauta) e Fernando Llopis (percussão) (0€)
Dia 2, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Mozart, Schumann, Bruch, com os solistas da Metropolitana: Nuno Silva (clarinete), Joana Cipriano (viola) e Anna Tomasik (piano) (0€)
Dia 2, às 21h00, no Grande Auditório da Gulbenkian, O Stradivarius português (Sergei Taneyev, Nikolai Myaskovsky e Sergei Rachmaninov), com Pavel Gomziakov (violoncelo Stradivarius, do rei D. Luís) e Andrey Korobeinikov (piano) (0€, distribuição, no dia, na bilheteira da FCG a partir das 10h00 )
Dia 3, às 10h00, no Largo da Sé, Itinerários da Fé - percurso da Baixa (Sé, Igreja da Madalena, Igreja da Conceição Velha, Igreja de São Nicolau, Ermida de Nossa Senhora da Oliveira) (0€; inscrição prévia pelo 218 879 549)
Dia 3, às 15h00, na Igreja de São Roque e Convento de São Pedro de Alcântara, visita guiada do ciclo Lugares de Memória de D. Tomás de Almeida, I Patriarca de Lisboa (0€; inscrição prévia: 21324 08 69/66/87)
Dia 3, às 15h30, no Mosteiro das Monjas Dominicanas do Lumiar (Quinta do Frade - à Praça Rainha D. Filipa), ciclo de Conferências do Mosteiro: O barro e o tesouro, parábola da história e do Reino, por José Tolentino Mendonça (0€)
Dia 3, às 21h30, na Igreja Matriz de São Salvador, Sines, Festival Terras sem Sombra, As Afinidades Electivas: Mozart & Beethoven, com Lucas Macías (oboé), Vicent Alberola (clarinete), José Vicente Castelló (trompa), Higinio Arrué (fagote) e Nicholas Rimmer (piano) (0€)
Dia 4, às 11h00, no Museu do Oriente, O Carnaval dos Animais (C. Saint-Saëns), com os Professores do Conservatório de Música da Metropolitana: Philippe Marques(piano), Ana Beatriz Ferreira (piano), Helena Pereira (violino), Lyza Valdman (violino), Rita Cardona (viola), Ricardo Ferreira (violoncelo), Marc Ramirez (contrabaixo), Sofia Cosme (flauta), Miguel Costa (clarinete) e Rui Quintas (percussão) (0€)
Dia 4, às 16h00, no Museu Gulbenkian/Coleção do Fundador, Concerto Promenade (Alejandro Viñao, J.S. Bach, Sforzanduo e Philippe Manoury), pelo Sforzanduo
(Miguel Filipe e Tomás Moital – percussão) (0€)
Dia 4, às 16h30, no Museu Leopoldo de Almeida, Caldas da Rainha, apresentação do livro: Ferreira da Silva. Obra em Espaço Público
Dia 4, às 17h00, no Museu do Oriente, Mozart, Schumann, Bruch, com os solistas da Metropolitana: Nuno Silva (clarinete), Joana Cipriano (viola) e Anna Tomasik (piano) (0€)
Dia 5, às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Évora, a cidade dos vários estilos e património mundial, por Ana Paula Amendoeira (0€)
Dia 5, às 19h00, no ISEG, Concerto Aberto Antena 2, Jovens Solistas da Metropolitana (D. Schostakovich), com Ana Mikus (violoncelo) e Miguel Sepúlveda (piano) (0€)
Dia 6, às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Património de arquitectura industrial em Portugal, por José dos Santos Afonso (0€)
Dia 6, às 18h00, na Roca Lisboa Gallery, ciclo de conferências História e Culturas da Água: A gestão da água em mosteiros e conventos medievais e modernos, por Virgolino Ferreira Jorge (0€; inscrição info.lisboagallery@roca.net ou 21 34 04 260.)
Dia 6, às 19h00, no Átrio do Teatro D. Maria II, Clube dos Poetas Vivos, com Inês Lourenço (0€)
Dia 7, às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Arquitectura contemporânea, por Cristina Tavares (0€)
Dia 8, às 10h45, no Jardim do Palácio Fronteira, passeio temático: Um jardim e os seus azulejos - o Jardim do Palácio Fronteira, por Ana Paula Correia (13€, inscrição até às 12h da véspera: fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt ou 217784599)

Esta informação está disponível, e é actualizada, no blog http://azweblog.blogspot.com e no facebook ( https://www.facebook.com/pages/Sugestôes/582224458542163 )
Bom fim de semana!
  JMiguel          

* Depois da emissão fica disponível em http://www.tv5mondeplus.com/toutes-les-videos

** Depois da emissão talvez fique disponível em http://www.arte.tv/guide/fr/plus7/?country=PT 

6/17/2014

Forma e Substância

          Creio que mesmo se Antero de Quental tivesse vivido um século mais tarde, ele não iria em futebóis. Para o malogrado escritor e pensador, possivelmente o actual Campeonato do Mundo que se está a realizar no Brasil passaria praticamente ao lado. No entanto, o que há dias sucedeu no Espanha-Holanda e hoje ocorreu no Portugal-Alemanha não pôde deixar de me fazer lembrar as teses de Antero expostas na sua famosa comunicação sobre as Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. É que a Espanha, aureolada com o pesado título de campeã do mundo, se viu destroçada por uma Holanda voluntariosa e combativa que logrou o espantoso resultado de 5-1. No jogo que Portugal disputou há horas com a Alemanha, o que aconteceu não foi tão diferente assim. O resultado final de 4-0 não tem discussão.

          E assim os dois povos peninsulares foram copiosamente batidos por dois países do Norte da Europa. Na sua famosa comunicação sobre o atraso peninsular, Antero referia-se, como todos sabemos, à Contra-Reforma, que comparou desfavoravelmente com a Reforma Protestante, à Monarquia Absoluta castradora de liberdade e de espírito de iniciativa, e ao sistema económico que derivou dos Descobrimentos e respectivas colónias (há bens que vêm por mal). 

          Pergunta-se: e o que é que isto tem a ver com o futebol? Nada, pelo menos aparentemente. Mas há um ponto, que creio ter sido também intuído por Antero, que é a diferença entre o primado da forma e o primado da substância. Geralmente, os países do Sul continuam a defender muito o primado da forma, o que os faz falarem e escreverem muito – e no futebol gesticular e discutir as decisões dos árbitros -, prestando menos do que a atenção devida à substância. No jogo de Portugal, conforme transmitido e relatado pela RTP1, foi notória a constante intervenção do locutor sobre um programa do canal que ninguém deveria perder, onde a posteriori se discutiria tudo sobre o jogo, com as melhores declarações, entrevistas e comentários. Bla, bla, bla, bla. O que é isto senão a forma? Entretanto, usando a mesma atitude de apreço primordial pela substância, os alemães iam impiedosamente caminhando para a nossa baliza, coleccionando golos. Originalmente, “goal”, de onde deriva a palavra portuguesa “golo”, significa “objectivo”, e esta é a substância da questão.

          Como português e também como cidadão ibérico custou-me muito ver os dois países da Ibéria serem estrondosamente derrotados por dois países do Norte europeu, mas sou forçado a reconhecer que a superioridade dessas duas equipas foi inegável. Todos sabemos que no futebol podem existir grandes surpresas, mas nos dois encontros em apreço foi menos o milagre e mais a realidade que se impôs. 

5/16/2014

Fugir do Paraíso?


            No final da década de ’60 e no início dos anos ’70 do século passado, houve uma enorme vaga de emigração portuguesa para a Europa. Para o Brasil já tinha sido comum. Para os Estados Unidos e Canadá era algo mais recente. Mas para a Europa e com tal força aquela onda emigratória era inédita. Os anos ’60 e início dos ’70 coincidiram com a Guerra Colonial, mas esta esteve longe de ser a grande força motriz por trás da debandada de portugueses para França, Alemanha, Luxemburgo e outros países da Europa. Os baixos salários que os trabalhadores auferiam em Portugal quando comparados com os que eram pagos no estrangeiro falaram mais alto e levaram muitos e bons braços da terra portuguesa para fora da pátria.
            Curiosamente, essa foi também a altura em que o Portugal turístico, que era então em imagens publicitárias “o segredo mais bem guardado da Europa” atingiu (em 1964) o seu primeiro milhão de visitantes estrangeiros, número largamente superado anos depois.
            De entre os locais descobertos para o turismo sobressaía, como alguns se lembrarão, o nosso Algarve. O Algarve era publicitado como um paraíso de sol e de tranquilidade para visitantes endinheirados. Porém, mesmo do Algarve saíam centenas de emigrantes para os países europeus. Este facto levou a certa altura o Bispo do Algarve a comentar ironicamente que podia imaginar o gosto de alguém em largar o Inferno, mas que lhe era extremamente difícil entender que alguém estivesse interessado em abandonar o Paraíso. Tinha a sua lógica o comentário do Bispo.
            Embora a História, como se sabe, não se repita, é um facto que ela muitas vezes rima. Presentemente, os arautos do Governo português proclamam que a sua governação tem sido um sucesso; que a economia está a dar a volta e a recuperação já começou; que as exportações têm aumentado substancialmente; que, ao contrário do que muita gente esperava, o Governo se decidiu por uma “saída limpa”, calando assim as calhandras que só falavam de desastres. Voltámos à narrativa do Paraíso português!
            Ora, parece que de maneira algo semelhante àquela que levou tantos trabalhadores algarvios a emigrarem do seu Paraíso nas décadas atrás mencionadas, também agora é do Paraíso português propalado pelo actual Governo que duas conceituadas instituições financeiras decidem cessar a sua actividade em Portugal, i.e. abandonar o Paraíso. As duas instituições são sobejamente conhecidas. Uma delas é o Banco Barclays, a outra o BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria). O primeiro está em Portugal há pelo menos 40 anos; o segundo está entre nós há um número inferior de anos: apenas há 23. Segundo o jornal espanhol El País, a operação portuguesa não oferece a rentabilidade esperada. É talvez um pouco mais do que isso, diga-se: nos últimos três anos de actividade em Portugal, o BBVA registou perdas que chegaram aos 133 milhões de euros. Para paraíso não está mal.
            Será que tanto os trabalhadores algarvios de há décadas como os bancos internacionais aqui referidos são insensíveis aos encantos do Paraíso?

5/06/2014

"A gente" e "as pessoas" serão uma e a mesma coisa?


O dicionário de língua portuguesa que geralmente uso diz-me, entre outras acepções do termo, que “gente” é um conjunto de pessoas, o género humano, a humanidade, o povo. É de facto esta a noção que a maioria de nós tem relativamente à palavra. Logo, pode parecer à primeira vista que “as pessoas” e “a gente” são a mesmíssima coisa. Talvez não seja bem assim.  

Na utilização linguística que vemos e ouvimos todos os dias, “a gente” surge-nos geralmente em expressões positivas, desculpantes ou vitimizadoras para quem fala. Há, portanto, uma tendência para nos incluirmos no “a gente” a que nos referimos. Exemplificando:

“Se a gente não é informada da razão do atraso na partida do avião, como é que podemos saber o que se passa?”
“Se não houver saída por esta rua, a gente vai lá por trás, por umas travessas, e sai na mesma.”
“O Governo precisa de dinheiro e a gente é que paga.”
“A gente” é geralmente sinónimo de “uma pessoa”, expressão que é também positiva e na qual igualmente tendemos a incluir-nos.
“Como é que uma pessoa pode decorar isto tudo – duzentas páginas - para um exame?”
“E depois querem que uma pessoa não proteste!”
“Como é que querem que uma pessoa possua sentido crítico, se na escola não nos ensinam a pensar criticamente, a pôr as coisas em dúvida?”

            Pelo contrário, quando utilizamos – e fazemo-lo com grande frequência – a expressão “as pessoas”, colocamo-nos geralmente de fora e tendemos a expressar uma crítica, na qual nos incluímos apenas como bom elemento observador e não como alvo da opinião geralmente negativa que é expressa. Exemplificando:
          
                “As pessoas estão a ficar cada vez mais porcas. Agora nem põem o lixo nos contentores.”
            “As pessoas estão todas a monte aqui à frente no autocarro, quando há tantos lugares vagos lá atrás!”
            “As pessoas agora não sabem nada de História ou de Geografia de Portugal. No meu tempo sabíamos tudo de cor e salteado.”
            “As pessoas agora não querem trabalhar. Preferem receber subsídio de desemprego.”
          
           Como no nosso país criticar há muito que se transformou numa instituição nacional, quando ouvimos alguém usar “as pessoas” como sujeito de uma oração sabemos antecipadamente que vamos ter algo reprovativo. Em princípio não ofende ninguém em particular ou, visto de outro ângulo, atinge toda a gente, com clara e óbvia excepção de quem formula a censura, que se arvora em professor ou professora do povo: se pudesse, endireitaria este mundo e o outro. Infelizmente, não pode. À guisa de compensação, invectiva tudo e todos.
            
          
Se prestarmos atenção, encontraremos este quadro em muitos lados e em variadíssimas ocasiões. E se a nossa atenção for implacável, talvez nos encontremos também nós próprios a pintar esse quadro de “as pessoas”.

4/20/2014

AGUENTAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO


          Num dos pelotões militares que, como oficial miliciano, me atribuíram para a obrigatória recruta, encontrei um soldado que era na altura campeão nacional de 5 000 metros. Nas boas instalações que tínhamos no quartel, ele treinava diariamente ao ar livre a sua corrida, de uma maneira que para mim constituiu alguma novidade: corria 100 metros para um lado, descansava uns segundos, corria 100 metros em sentido contrário, e ali estava um ror de tempo exercitando-se sem cansaço aparente. Eu tinha na altura uma razoável preparação física e, falando com ele, admiti que não aguentaria treinar durante tanto tempo. “É preciso praticar”, dizia-me ele. “Depois aguenta-se melhor.” Era o clássico conceito de Practice makes perfect aplicado à corrida. “Mas há uns que aguentam melhor e outros que não aguentam mesmo”, contestei eu. O soldado, que corria por um dos grandes clubes do país, admitiu naturalmente que isso também era verdade e confessou-me, a meu pedido, onde é que arranjara aquela resistência toda: “Fiz muito contrabando lá na minha terra. Tinha que percorrer grandes distâncias.”

          De facto, a prática é muito importante, mas só testando as pessoas se vê se elas aguentam ou não um determinado esforço. Mudando de agulha neste discurso, quero lembrar que o Governo do nosso país nos tem aplicado doses maciças de impostos e de cortes nos rendimentos que vêm testando a nossa capacidade de suportar esses esforços. 

        Aumentou a pobreza no país, o desemprego tornou-se uma praga, foi reduzida a assistência na doença mas, melhor ou pior, o povo tem na generalidade aguentado o sacrifício. Tem crescido o número de suicídios e divórcios, tem diminuído o número de crianças nascidas, morre-se em Portugal mais do que se nasce. Mas há ainda muita gente que vem aguentando, gente que parece ser em número demasiado elevado na óptica do Governo. O ideal era que desaparecessem mais pessoas, através de morte natural ou auto-infligida, ou através da emigração para outras paragens.

          Todavia, o Governo, que se preocupa primordialmente com as contas públicas e tem os seus alvos fiscais preferidos, já pode dizer agora, após três anos de experiências agravadamente repetidas, que os esforços apodados de temporários vão passar a definitivos. A prática mostrou que há muita gente que os aguenta, pelo que não há argumentos que possam destruir os factos.

          O “aguenta, aguenta!”, que se tornou célebre depois de saído da boca de um conhecido banqueiro português, não consistiu apenas em palavras. Foi todo um processo para verificar as reacções e os respectivos resultados.

          O antigo soldado do meu pelotão tinha razões de sobra para confiar na prática do treino.