6/02/2017

AS SUGESTÕES DO JOÃO MIGUEL

A próxima edição das sugestôes só deverá ocorrer no Verão, dia 22 (ou mesmo 23 ...)
A decorrer
De 2 a 4, das 9h30 às 19h00, no Mercado Municipal de Alcobaça, Bom Dia Cerâmica (0€)
Até dia 5, na Gulbenkian, José de Almada Negreiros - uma maneira de ser moderno. Sábado e domingo encerra às 24h e sábado, após as 18h00, actividades complementares
Até dia 11, Festival Internacional de Banda Desenhada (BD) de Beja
Até dia 18, 87ª Feira do Livro de Lisboa (12h30 às 23h00; excepções: abertura 11h00 ao sábado, domingo, feriados; fecho 24h00 à sexta, sábado; http://feiradolivrodelisboa.pt/)
Sexta-feira, dia 2
às 12h46, na RTP2, Design PT – Daciano da Costa
às 13h00, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, Diálogos (B. Ford, M. Colquhoun, A. Jolivet, A. Jolivet, G. Farr e A. Piazzolla), com os solistas da Metropolitana: Janete Santos (flauta) e Fernando Llopis (percussão) (0€)
às 15h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, Quartetos de Cordas, com solistas da Metropolitana e da Orquestra Sinfónica da RTVE (0€)
às 18h30, na Casa Fernando Pessoa, Mozart, Schumann, Bruch, com os solistas da Metropolitana: Nuno Silva (clarinete), Joana Cipriano (viola) e Anna Tomasik (piano) (0€)
das 20h00, do dia 2, às 22h00, de 4, Serralves em Festa! – Quebrar Muros (http://www.e-cultura.sapo.pt/uploads/serralves2017.pdf )
às 21h00, no Grande Auditório da Gulbenkian, O Stradivarius português (Sergei Taneyev, Nikolai Myaskovsky e Sergei Rachmaninov), com Pavel Gomziakov (violoncelo Stradivarius, do rei D. Luís) e Andrey Korobeinikov (piano) (0€, distribuição, no dia, na bilheteira da FCG a partir das 10h00 )
às 21h30, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Um serão com G. Ph. Telemann e J. S. Bach, com António Carrilho (flautas de bisel), Marcos Lázaro (violino), Nelson Ferreira (violoncelo) e Sérgio Silva (cravo) (0€) (0€)
Sábado, dia 3
das 10h às 19h, no Jardim da Estrela, Crafts & Design (Mercado de Design e Artesanato Contemporâneo) edição: Lisboa Inspira os Criadores - Sardinha (0€)
às 10h00, no Anfiteatro II da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, conferência: Os Jesuítas e a Arte, por Vítor Serrão (0 €)
às 10h00, no Largo da Sé, Itinerários da Fé - percurso da Baixa (Sé, Igreja da Madalena, Igreja da Conceição Velha, Igreja de São Nicolau, Ermida de Nossa Senhora da Oliveira) (0€; inscrição prévia pelo 218 879 549)
às 10h05, na ARTE, Les couleurs du Maroc - Ocre (26’)
às 11h00, na Antena 2, A Propósito da Música: Vida e Obra de Bach, por Alexandre Delgado
às 12h00, na Antena 2, Musica Aeterna: O Barroco de Vivaldi a Gluck, por João Chambers
às 12h10, na TSF, Encontros com o Património: Património da Madeira
às 15h00, na Igreja de São Roque e Convento de São Pedro de Alcântara, visita guiada do ciclo Lugares de Memória de D. Tomás de Almeida, I Patriarca de Lisboa (0€; inscrição prévia: 21324 08 69/66/87)
às 15h04, na TV5, Tendance XXI (magazine; 28’) *
às 15h30, no Mosteiro das Monjas Dominicanas do Lumiar (Quinta do Frade - à Praça Rainha D. Filipa), ciclo de Conferências do Mosteiro: O barro e o tesouro, parábola da história e do Reino, por José Tolentino Mendonça (0€)
às 16h01, na TV5, 300 Millions de Critiques (magazine; 55’)
às 18h34, na TV5, Visites Privées – Lalique; Les ateliers de Louis Vuitton; Jeanne Lanvin (magazine; 54’)
às 21h30, na Igreja Matriz de São Salvador, Sines, Festival Terras sem Sombra, As Afinidades Electivas: Mozart & Beethoven, com Lucas Macías (oboé), Vicent Alberola (clarinete), José Vicente Castelló (trompa), Higinio Arrué (fagote) e Nicholas Rimmer (piano) (0€)
às 22h00, na Praça do Comércio, Festas de Lisboa: Concerto de Aranjuez (Silvestre Revueltas, Joaquin Rodrigo, Heitor Villa-Lobos, Manuel de Falla e Arturo Márquez), com Pablo Sáinz Villegas (guitarra), Eduarda Melo (soprano) e a Orquestra Gulbenkian, dirigidos por Rui Pinheiro (0€)
às 22h05, na RTP2, Jonas Kaufmann - Minha Itália (61’)
às 22h30, na Mezzo, Jazz Festival de Cannes 1958: Sidney Bechet, Dizzy Gillespie, Stan Getz... - Jazz Archive (53’)
às 26h04, na Mezzo, Gregory Porter à Jazz Sous Les Pommiers (63’)
Domingo, dia 4
1.º Domingo do mês: entrada livre nos Museus e Monumentos (Dependentes da Direção-Geral do Património Cultural)
das 10h às 19h, no Jardim da Estrela, Crafts & Design (Mercado de Design e Artesanato Contemporâneo) edição: Lisboa Inspira os Criadores - Sardinha (0€)
às 10h40, na ARTE, Metropolis - Cassel (43’)
às 11h00 e às 15h00, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, Peça do 1º Domingo do Mês: Aquários (porcelana da China), por Ana Mafalda Portugal
às 11h00, no Museu do Oriente, O Carnaval dos Animais (C. Saint-Saëns), com os Professores do Conservatório de Música da Metropolitana: Philippe Marques(piano), Ana Beatriz Ferreira (piano), Helena Pereira (violino), Lyza Valdman (violino), Rita Cardona (viola), Ricardo Ferreira (violoncelo), Marc Ramirez (contrabaixo), Sofia Cosme (flauta), Miguel Costa (clarinete) e Rui Quintas (percussão) (0€)
às 11h25, na ARTE, Sonya Yoncheva et Piotr Beczala (43’)
às 12h30, na ARTE, Les couleurs du Maroc - Blanc (26’)
das 13h00 às 16h40, na ARTE, compacto de 4 episódios da série documental La Grèce d'île en île
às 16h00, no Museu Gulbenkian/Coleção do Fundador, Concerto Promenade (Alejandro Viñao, J.S. Bach, Sforzanduo e Philippe Manoury), pelo Sforzanduo: Miguel Filipe e Tomás Moital – percussão (0€)
às 16h00, na Basílica do Palácio Nacional de Mafra, concerto a seis órgãos (3 €, reservas: 261 817 550)
às 16h30, no Museu Leopoldo de Almeida, Caldas da Rainha, apresentação do livro: Ferreira da Silva. Obra em Espaço Público
às 17h00, no Museu do Oriente, Mozart, Schumann, Bruch, com os solistas da Metropolitana: Nuno Silva (clarinete), Joana Cipriano (viola) e Anna Tomasik (piano) (0€)
às 17h10, na ARTE, Les grands magasins, ces temples du rêve - Les Galeries Lafayette, Paris (52’)
às 18h33, na TV5, Paris, Belle Epoque (documentário; 52’) *
às 19h30, na Mezzo live HD, A Viúva Alegre, F. Lehár (2015, MET, maestro Andrew Davis, encenação Susan Stroman, elenco: Renée Fleming (Hanna Glawari), Kelli O'Hara (Valencienne), Nathan Gunn (Comte Danilovitch), Alek Shrader (Camille de Rosillon), Thomas Allen (Baron Zeta), Jeff Mattsey (Vicomte Cascada), Alexander Lewis (Raoul de St. Brioche), Carson Elrod (Njegus), Emalie Savoy (Sylviane)), 138’)
Segunda-feira, dia 5
das 7h45 às 11h20, na ARTE, compacto de 4 episódios da série documental L'Italie par la côte
às 12h59, na TV5, Des Racines & des Ailes – La France des grands espaces (110’)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Évora, a cidade dos vários estilos e património mundial, por Ana Paula Amendoeira (0€)
às 19h00, no ISEG, Concerto Aberto Antena 2, Jovens Solistas da Metropolitana (D. Schostakovich), com Ana Mikus (violoncelo) e Miguel Sepúlveda (piano) (0€)
às 21h30, na Barraca (Largo de Santos, 2), Encontros Imaginários: Aquilino Ribeiro (Fernando Correia), Jean Léon Jaurès (Ricardo Sá Fernandes) e Billy Wilder (António Albuquerque) (10€)
às 23h12, na RTP2, Visita Guiada (40’)
às 23h42, na RTP2, Lady Chatterley (160’)
Terça-feira, dia 6
das 9h00 às 17h30, na Culturgest, jornada do ciclo Envelhecimento, espaços culturais e arte contemporânea: Mediação e educação - desafios, agentes e processos (10€)
às 10h05, na ARTE, Les couleurs du Maroc - Rouge (26’)
às 11h32, na TV5, Diplomatie - Au Portugal (52’)
às 17h00, no CCB, Sala Fernando Pessoa, ciclo Conferências da Garagem: Cidades sem cozinhas?, por Anna Puigjaner. (4 €, com direito a visitar a exposição Arquitectura de outro tempo - Victor Palla (1922-2006) e Joaquim Bento d’Almeida (1918-1997).)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Património de arquitectura industrial em Portugal, por José dos Santos Afonso (0€)
às 18h00, na Roca Lisboa Gallery, ciclo de conferências História e Culturas da Água: A gestão da água em mosteiros e conventos medievais e modernos, por Virgolino Ferreira Jorge (0€; inscrição info.lisboagallery@roca.net ou 21 34 04 260.)
às 18h30, no Museu Bordalo Pinheiro, ciclo Conversas à Volta da Exposição Lisboa de Bordalo: Vivências de Lisboa, com Anísio Franco e Rui Afonso Santos (0 €)
às 18h30, no Auditório do Instituto Cervantes, projecção: Boca Juniors 3D
às 19h00, no Átrio do Teatro D. Maria II, Clube dos Poetas Vivos, com Inês Lourenço (0€)
às 21h30, na Cinemateca, Belle de Jour, de L. Buñuel
às 22h08, na TV5, Envoyé Spécial: Martine, en guerre contre les hypermarchés / Erdogan / les « volontouristes »  (114’)
às 26h19, na TV5, #versionfrançaise (magazine; 28’)
Quarta-feira, dia 7
às 12h59, na TV5, Secrets d'Histoire - La Grande Mademoiselle, une rebelle sous Louis XIV (100’)
às 13h30, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 20 minutos com arte à hora de almoço: Conversationne – A Virgem e o Menino (desenho a sanguínea sobre papel), por Maria de Fátima Branco
às 14h37, na TV5, #versionfrançaise (magazine; 28’)
às 15h30, na Cinemateca, Accident, de Joseph Losey
às 16h00, no Arquivo Nacional Torre do Tombo, conferência no âmbito da exposição «Vergílio Correia (1888-1944): Um olhar fotográfico»: Vergílio Correia - perfil de um eminente historiador de arte, arqueólogo, etnólogo, professor universitário e homem de cultura integral, por Vitor Serrão (0€)
às 17h00, na Academia das Ciências, conferência do ciclo Tesouros do património arquitetónico de Portugal: Arquitectura contemporânea, por Cristina Tavares (0€)
às 17h30, na Reitoria da Universidade de Lisboa, ciclo de cinema América, América, para onde vais?: As Portas do Céu, de M. Cimino (0€)
às 18h00, no Teatro da Trindade, Conferências do Chiado: Educar para um Mundo Imprevisível, com Eduardo Marçal Grilo (0€)
às 18h30, no Palácio do Beau Séjour, conferência do ciclo Relações Luso-Italianas na Época Medieval e Moderna: Lisboa nos alvores da modernidade. Testemunhos de majólica italiana no quotidiano do séc. XVI: o caso da Ribeira Velha, por Ana Catarina Garcia e Cláudia Manso (0€)
às 19h00, no Museu da Música (Alto dos Moínhos), conferência do ciclo Poesia no Museu: Camilo Pessanha, por Gustavo Rubim (0€)
às 23h00, na RTP2, Turner, Monet, Whistler - À Flor da Água (50’)
Quinta- feira, dia 8
às 10h45, no Jardim do Palácio Fronteira, passeio temático: Um jardim e os seus azulejos - o Jardim do Palácio Fronteira, por Ana Paula Correia (13€, inscrição até às 12h da véspera: fcfa-cultura@fronteira-alorna.pt ou 217784599)
às 13h25, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, A Pausa do Mês: Espreguiçadeira (0€)
às 15h30, na Cinemateca, The Graduate (A Primeira Noite), de Mike Nichols
às 18h00, na Sala Sala Glicínia Quartin do CCB, programa literário Obra Aberta, com Sérgio Godinho e Isabela Figueiredo (0€)
às 18h30, na Casa Museu Dr. Anastácio Gonçalves, conferência: Os Médicos e a Ópera, por Antero da Palma Carlos (0€)
às 19h00, na Biblioteca do Goethe-Institut, ciclo Leituras Cruzadas: Goethe – Os anos de aprendizagem de Wilhelm Meister, por Maria Filomena Molder (0 €)
às 19h30, na Mezzo, Freddie Hubbard 1973 - Jazz Archive (51’)
às 23h00, na RTP2, Turner, Monet, Whistler - À Flor da Água (50’)
às 24h12, na TV5, 300 Millions de Critiques (magazine; 55’)
A seguir:
Dia 9, às 7h30, na Mezzo live HD, Omer Avital – Festival de Jazz de Nice (71’)
Dia 9, às 9h51, na Mezzo live HD, Maceo Parker Jazz à Vienne (86’)
Dia 9, às 14h00, no Goethe-Institut, seminário: How to support refugees – European experience of volunteer work for and with refugees, organização da Fundação Friedrich-Ebert. (0 €; inscrição prévia até dia 6, tel. 213 573 375 ou info@feslisbon.org )
Dia 9, às 18h30, na Cinemateca, Accident, de Joseph Losey
Dia 10, às 4h05, na Mezzo live HD, Maceo Parker Jazz à Vienne (86’)
Dia 10, às 11h00, no Museu de Etnologia, espetáculo-exposição: Cartas de um Novo Mundo (a partir de A Carta de Pero Vaz de Caminha), com encenação de Miguel Abreu e interpretação de F. Pedro Oliveira (7€) - pode trazer o pic-nic de casa e almoçar no jardim do museu após o espetáculo
Dia 10, às 13h51, na TV5, Visites Privées – Navires de légendes: - «Le Belem» e «L'Hermione» (magazine; 54’)
Dia 10, às 16h00, no Auditório do CCB, Ciclo Belém Cinema >Grande Auditório, Grande Écran, Grandes Clássicos: Cleópatra, de J.L. Mankiewicz (5€)
Dia 10, às 17h00, na Igreja São Vicente de Fora, concerto por Marisol Mendive (0€, convites disponíveis na receção do pavilhão central do IST, de 2ªf a 6ªf, entre as 08h30 e as 17h)
Dia 10, às 18h00, no Museu da Música, ciclo Um Músico, um Mecenas - concerto (Dowland, Purcell, Caccini e Monteverdi) com instrumentos históricos do Museu, por Orlanda Velez (soprano) e Helena Raposo (tiorba Matheus Buchenberg, 1608) (0€)
Dia 10, às 21h30, no Teatro Cine de Torres Vedras, África!, pela Camerata Vocal de Torres Vedras (5€)
Dia 11, às 10h50, na ARTE, Metropolis - Offenbach-sur-le-Main / Karl Ove Knausgård (43’)
Dia 11, às 16h00, na Antena 2, Música Aeterna: A vida e a obra de Orlando di Lasso, por João Chambers
Dia 11, às 18h00, na Igreja de Nossa Senhora da Graça, Santarém, ciclo de órgão: Liturgia "in honorem Beatae Mariae Viriginis" (Idade Média), pelo Coro Gregoriano de Lisboa, dirigido por Armando Possante (0 €)
Dia 11, às 21h30, no Teatro Cine de Torres Vedras, África!, pela Camerata Vocal de Torres Vedras (5€)
Dia 12, às 5h15, na Mezzo live HD, Omer Avital – Festival de Jazz de Nice (71’)
Dia 12, às 18h30, na Cinemateca, The Graduate (A Primeira Noite), de Mike Nichols
Dia 12, às 23h00, na Rádio Renascença, Edição da Noite vai incluir a gravação da sessão de Obra Aberta (dia 8, no CCB) com Sérgio Godinho e Isabela Figueiredo
Dia 13, às 5h06, na Mezzo live HD, Maceo Parker Jazz à Vienne (86’)
Dia 13, às 18h00, na Fundação Arpad-Vieira da Silva, sessão do Curso de História da Arte Masculino || Feminino: Arpad e Vieira, por Fernando António Baptista Pereira (10 €)
Dia 14, às 17h00, no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, palestra: O Colégio de Jesus de Coimbra através do registo arqueológico, por Sónia Filipe e Paulo Morgado
Dia 14, às 17h30, na Reitoria da Universidade de Lisboa, ciclo de cinema América, América, para onde vais?: Taxi Driver, de M. Scorsese (0€)
Dia 14, às 21h30, na Cinemateca, Week-End, de Jean-Luc Godard
Dia 17, às 11h00, na Igreja de Nossa Senhora da Piedade, Santarém, ciclo de órgão: "Beata Maria Virgine de Filipe de Magalhães" (1571-1672), Renascimento e Maneirismo, (missa cantada com órgão), pelo Schola Cantorum da Catedral de Santarém (Capela do Divino Salvador) e Daniel Oliveira (órgão), dirigidos por Pedro Rollin Rodrigues (0 €)
Dia 17, às 12h00, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, Sábados no Museu (visita guiada de 1h) (0€)
Dia 17, às 19h00, no Palácio Foz, Coro Lirain de Gorliz (Bizkaia) (0€)
Dia 17, às 21h30, na Catedral (Igreja de Santiago Maior), Beja, Festival Terras sem Sombra, Caminho, Verdade e Vida: Motetes e Prelúdios Corais de J. S. Bach, com Coro Gulbenkian, Fernando Miguel Jalôto (órgão), Sofia Diniz (viola de gamba) e Marta Vicente (contrabaixo barroco), dirigidos por Michel Corboz (0€)
Dia 19, às 19h00, no Palácio Foz, Magical Strings of Youth (5€)
Dia 20, às 17h00, na Academia Nacional de Belas Artes, conferência: O Escultor Delfim Maya e as Exposições Comemorativas do Centenário do seu Nascimento, por Cristina Azevedo Tavares (0€)
Dia 20, às 18h00, na Fundação Arpad-Vieira da Silva, sessão do Curso de História da Arte Masculino || Feminino: Manet e as Mulheres, por Fernando António Baptista Pereira (10 €)
Dia 20, às 19h00, na Academia das Ciências, Concerto final do ano letivo do Conservatório de Música da Metropolitana (0€)
Dia 21, às 13h30, na Casa-Museu Dr. Anastácio Gonçalves, 20 minutos com arte à hora de almoço: Conversationne – A Virgem e o Menino (desenho a sanguínea sobre papel), por Maria de Fátima Branco
Dia 21, às 17h30, na Reitoria da Universidade de Lisboa, ciclo de cinema América, América, para onde vais?: Short Cuts – Os Americanos, de R. Altman (0€)
Dia 21, às 18h00, no Museu Arqueológico do Carmo, conferência: Cais da Pedra no Terreiro do Paço e o desaparecido Cais Real da Praça de Belém. Planos de D. João V para a margem de Lisboa, por Alexandra de Carvalho Antunes
Dia 21, às 18h00, na Sala do Conselho da União de Associações do Comércio e Serviços (Rua Castilho, 14), conferência do ciclo Lisboa - do Terramoto à Revolução de Abril: Associações de classe e intervenção operária na Lisboa no final do século XIX, por Ana Alcântara
Dia 21, às 21h30, na Cinemateca, O Baile dos Bombeiros, de M. Forman
Dia 21, às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, Livros Proibidos em Portugal – Corpo e Identidades: Novas Cartas Portuguesas, de Maria Teresa Horta, Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, com Maria Teresa Horta e Nicolau Santos (moderador) (0 €)
Dia 22, às 13h25, na Casa-Museu Medeiros e Almeida, A Pausa do Mês: Espreguiçadeira (0€)
Dia 22, às 18h00, na Sala Sala Glicínia Quartin do CCB, programa literário Obra Aberta, com Carlos Fiolhais e Filipe Raposo (0€)
Dia 22, às 18h30, na Sociedade Portuguesa de Autores, Vaughan Williams, Schubert (quintetos com piano), com os solistas da Metropolitana Daniela Radu (violino), Sérgio Sousa (viola), Carolina Ferreira (violoncelo), Vladimir Kouznetsov (contrabaixo) e Savka Konjikusic (piano) (0 €)
Dia 22, às 18h30, no Auditório do Goethe-Institut, conferência do ciclo Wagner e o Teatro: Ecos de Bayreuth - Como Viana da Mota divulga na Alemanha o legado de Richard Wagner, por Bruno Caseirão (0€)
Dia 22, às 21h30, no Auditório da Biblioteca Municipal de Oeiras, conferência do ciclo Conversas na Aldeia Global: Uma Nova Era para as Relações Internacionais, por Francisco Seixas da Costa e Vasco Trigo (moderador)
Dia 23, às 13h00, nos Paços do Concelho da Câmara Municipal de Lisboa, Haydn, Tchaikovsky, com os solistas da Metropolitana: Ana Pereira (violino), José Teixeira (violino), Joana Cipriano (viola), Andrei Ratnikov (viola), Nuno Abreu (violoncelo) e Ana Cláudia Serrão (violoncelo) (0€)
Dia 23, às 19h00, no Auditório Liceu Camões, Vaughan Williams, Schubert (quintetos com piano), com os solistas da Metropolitana Daniela Radu (violino), Sérgio Sousa (viola), Carolina Ferreira (violoncelo), Vladimir Kouznetsov (contrabaixo) e Savka Konjikusic (piano) (0 €)
Dia 24, às 18h30, na Cinemateca, Jules et Jim, de F. Truffaut

Esta informação está disponível, e é actualizada, no blog http://azweblog.blogspot.com e no facebook ( https://www.facebook.com/pages/Sugestôes/582224458542163 )
Bom fim de semana!
  JMiguel          

* Depois da emissão fica disponível em http://www.tv5mondeplus.com/toutes-les-videos

** Depois da emissão talvez fique disponível em http://www.arte.tv/guide/fr/plus7/?country=PT 

6/17/2014

Forma e Substância

          Creio que mesmo se Antero de Quental tivesse vivido um século mais tarde, ele não iria em futebóis. Para o malogrado escritor e pensador, possivelmente o actual Campeonato do Mundo que se está a realizar no Brasil passaria praticamente ao lado. No entanto, o que há dias sucedeu no Espanha-Holanda e hoje ocorreu no Portugal-Alemanha não pôde deixar de me fazer lembrar as teses de Antero expostas na sua famosa comunicação sobre as Causas da Decadência dos Povos Peninsulares. É que a Espanha, aureolada com o pesado título de campeã do mundo, se viu destroçada por uma Holanda voluntariosa e combativa que logrou o espantoso resultado de 5-1. No jogo que Portugal disputou há horas com a Alemanha, o que aconteceu não foi tão diferente assim. O resultado final de 4-0 não tem discussão.

          E assim os dois povos peninsulares foram copiosamente batidos por dois países do Norte da Europa. Na sua famosa comunicação sobre o atraso peninsular, Antero referia-se, como todos sabemos, à Contra-Reforma, que comparou desfavoravelmente com a Reforma Protestante, à Monarquia Absoluta castradora de liberdade e de espírito de iniciativa, e ao sistema económico que derivou dos Descobrimentos e respectivas colónias (há bens que vêm por mal). 

          Pergunta-se: e o que é que isto tem a ver com o futebol? Nada, pelo menos aparentemente. Mas há um ponto, que creio ter sido também intuído por Antero, que é a diferença entre o primado da forma e o primado da substância. Geralmente, os países do Sul continuam a defender muito o primado da forma, o que os faz falarem e escreverem muito – e no futebol gesticular e discutir as decisões dos árbitros -, prestando menos do que a atenção devida à substância. No jogo de Portugal, conforme transmitido e relatado pela RTP1, foi notória a constante intervenção do locutor sobre um programa do canal que ninguém deveria perder, onde a posteriori se discutiria tudo sobre o jogo, com as melhores declarações, entrevistas e comentários. Bla, bla, bla, bla. O que é isto senão a forma? Entretanto, usando a mesma atitude de apreço primordial pela substância, os alemães iam impiedosamente caminhando para a nossa baliza, coleccionando golos. Originalmente, “goal”, de onde deriva a palavra portuguesa “golo”, significa “objectivo”, e esta é a substância da questão.

          Como português e também como cidadão ibérico custou-me muito ver os dois países da Ibéria serem estrondosamente derrotados por dois países do Norte europeu, mas sou forçado a reconhecer que a superioridade dessas duas equipas foi inegável. Todos sabemos que no futebol podem existir grandes surpresas, mas nos dois encontros em apreço foi menos o milagre e mais a realidade que se impôs. 

5/16/2014

Fugir do Paraíso?


            No final da década de ’60 e no início dos anos ’70 do século passado, houve uma enorme vaga de emigração portuguesa para a Europa. Para o Brasil já tinha sido comum. Para os Estados Unidos e Canadá era algo mais recente. Mas para a Europa e com tal força aquela onda emigratória era inédita. Os anos ’60 e início dos ’70 coincidiram com a Guerra Colonial, mas esta esteve longe de ser a grande força motriz por trás da debandada de portugueses para França, Alemanha, Luxemburgo e outros países da Europa. Os baixos salários que os trabalhadores auferiam em Portugal quando comparados com os que eram pagos no estrangeiro falaram mais alto e levaram muitos e bons braços da terra portuguesa para fora da pátria.
            Curiosamente, essa foi também a altura em que o Portugal turístico, que era então em imagens publicitárias “o segredo mais bem guardado da Europa” atingiu (em 1964) o seu primeiro milhão de visitantes estrangeiros, número largamente superado anos depois.
            De entre os locais descobertos para o turismo sobressaía, como alguns se lembrarão, o nosso Algarve. O Algarve era publicitado como um paraíso de sol e de tranquilidade para visitantes endinheirados. Porém, mesmo do Algarve saíam centenas de emigrantes para os países europeus. Este facto levou a certa altura o Bispo do Algarve a comentar ironicamente que podia imaginar o gosto de alguém em largar o Inferno, mas que lhe era extremamente difícil entender que alguém estivesse interessado em abandonar o Paraíso. Tinha a sua lógica o comentário do Bispo.
            Embora a História, como se sabe, não se repita, é um facto que ela muitas vezes rima. Presentemente, os arautos do Governo português proclamam que a sua governação tem sido um sucesso; que a economia está a dar a volta e a recuperação já começou; que as exportações têm aumentado substancialmente; que, ao contrário do que muita gente esperava, o Governo se decidiu por uma “saída limpa”, calando assim as calhandras que só falavam de desastres. Voltámos à narrativa do Paraíso português!
            Ora, parece que de maneira algo semelhante àquela que levou tantos trabalhadores algarvios a emigrarem do seu Paraíso nas décadas atrás mencionadas, também agora é do Paraíso português propalado pelo actual Governo que duas conceituadas instituições financeiras decidem cessar a sua actividade em Portugal, i.e. abandonar o Paraíso. As duas instituições são sobejamente conhecidas. Uma delas é o Banco Barclays, a outra o BBVA (Banco Bilbao Vizcaya Argentaria). O primeiro está em Portugal há pelo menos 40 anos; o segundo está entre nós há um número inferior de anos: apenas há 23. Segundo o jornal espanhol El País, a operação portuguesa não oferece a rentabilidade esperada. É talvez um pouco mais do que isso, diga-se: nos últimos três anos de actividade em Portugal, o BBVA registou perdas que chegaram aos 133 milhões de euros. Para paraíso não está mal.
            Será que tanto os trabalhadores algarvios de há décadas como os bancos internacionais aqui referidos são insensíveis aos encantos do Paraíso?

5/06/2014

"A gente" e "as pessoas" serão uma e a mesma coisa?


O dicionário de língua portuguesa que geralmente uso diz-me, entre outras acepções do termo, que “gente” é um conjunto de pessoas, o género humano, a humanidade, o povo. É de facto esta a noção que a maioria de nós tem relativamente à palavra. Logo, pode parecer à primeira vista que “as pessoas” e “a gente” são a mesmíssima coisa. Talvez não seja bem assim.  

Na utilização linguística que vemos e ouvimos todos os dias, “a gente” surge-nos geralmente em expressões positivas, desculpantes ou vitimizadoras para quem fala. Há, portanto, uma tendência para nos incluirmos no “a gente” a que nos referimos. Exemplificando:

“Se a gente não é informada da razão do atraso na partida do avião, como é que podemos saber o que se passa?”
“Se não houver saída por esta rua, a gente vai lá por trás, por umas travessas, e sai na mesma.”
“O Governo precisa de dinheiro e a gente é que paga.”
“A gente” é geralmente sinónimo de “uma pessoa”, expressão que é também positiva e na qual igualmente tendemos a incluir-nos.
“Como é que uma pessoa pode decorar isto tudo – duzentas páginas - para um exame?”
“E depois querem que uma pessoa não proteste!”
“Como é que querem que uma pessoa possua sentido crítico, se na escola não nos ensinam a pensar criticamente, a pôr as coisas em dúvida?”

            Pelo contrário, quando utilizamos – e fazemo-lo com grande frequência – a expressão “as pessoas”, colocamo-nos geralmente de fora e tendemos a expressar uma crítica, na qual nos incluímos apenas como bom elemento observador e não como alvo da opinião geralmente negativa que é expressa. Exemplificando:
          
                “As pessoas estão a ficar cada vez mais porcas. Agora nem põem o lixo nos contentores.”
            “As pessoas estão todas a monte aqui à frente no autocarro, quando há tantos lugares vagos lá atrás!”
            “As pessoas agora não sabem nada de História ou de Geografia de Portugal. No meu tempo sabíamos tudo de cor e salteado.”
            “As pessoas agora não querem trabalhar. Preferem receber subsídio de desemprego.”
          
           Como no nosso país criticar há muito que se transformou numa instituição nacional, quando ouvimos alguém usar “as pessoas” como sujeito de uma oração sabemos antecipadamente que vamos ter algo reprovativo. Em princípio não ofende ninguém em particular ou, visto de outro ângulo, atinge toda a gente, com clara e óbvia excepção de quem formula a censura, que se arvora em professor ou professora do povo: se pudesse, endireitaria este mundo e o outro. Infelizmente, não pode. À guisa de compensação, invectiva tudo e todos.
            
          
Se prestarmos atenção, encontraremos este quadro em muitos lados e em variadíssimas ocasiões. E se a nossa atenção for implacável, talvez nos encontremos também nós próprios a pintar esse quadro de “as pessoas”.

4/20/2014

AGUENTAR OU NÃO, EIS A QUESTÃO


          Num dos pelotões militares que, como oficial miliciano, me atribuíram para a obrigatória recruta, encontrei um soldado que era na altura campeão nacional de 5 000 metros. Nas boas instalações que tínhamos no quartel, ele treinava diariamente ao ar livre a sua corrida, de uma maneira que para mim constituiu alguma novidade: corria 100 metros para um lado, descansava uns segundos, corria 100 metros em sentido contrário, e ali estava um ror de tempo exercitando-se sem cansaço aparente. Eu tinha na altura uma razoável preparação física e, falando com ele, admiti que não aguentaria treinar durante tanto tempo. “É preciso praticar”, dizia-me ele. “Depois aguenta-se melhor.” Era o clássico conceito de Practice makes perfect aplicado à corrida. “Mas há uns que aguentam melhor e outros que não aguentam mesmo”, contestei eu. O soldado, que corria por um dos grandes clubes do país, admitiu naturalmente que isso também era verdade e confessou-me, a meu pedido, onde é que arranjara aquela resistência toda: “Fiz muito contrabando lá na minha terra. Tinha que percorrer grandes distâncias.”

          De facto, a prática é muito importante, mas só testando as pessoas se vê se elas aguentam ou não um determinado esforço. Mudando de agulha neste discurso, quero lembrar que o Governo do nosso país nos tem aplicado doses maciças de impostos e de cortes nos rendimentos que vêm testando a nossa capacidade de suportar esses esforços. 

        Aumentou a pobreza no país, o desemprego tornou-se uma praga, foi reduzida a assistência na doença mas, melhor ou pior, o povo tem na generalidade aguentado o sacrifício. Tem crescido o número de suicídios e divórcios, tem diminuído o número de crianças nascidas, morre-se em Portugal mais do que se nasce. Mas há ainda muita gente que vem aguentando, gente que parece ser em número demasiado elevado na óptica do Governo. O ideal era que desaparecessem mais pessoas, através de morte natural ou auto-infligida, ou através da emigração para outras paragens.

          Todavia, o Governo, que se preocupa primordialmente com as contas públicas e tem os seus alvos fiscais preferidos, já pode dizer agora, após três anos de experiências agravadamente repetidas, que os esforços apodados de temporários vão passar a definitivos. A prática mostrou que há muita gente que os aguenta, pelo que não há argumentos que possam destruir os factos.

          O “aguenta, aguenta!”, que se tornou célebre depois de saído da boca de um conhecido banqueiro português, não consistiu apenas em palavras. Foi todo um processo para verificar as reacções e os respectivos resultados.

          O antigo soldado do meu pelotão tinha razões de sobra para confiar na prática do treino.