3/06/2006

Em português, euro não rima com ouro

Um relatório do gabinete de estudos Bruegel sobre as consequências da introdução do euro mostra que, ao contrário de outros países como a Irlanda, Portugal saiu penalizado. Nos sete anos iniciais de uso da moeda europeia, a taxa de câmbio real subiu 30 por cento, o que não foi contrabalançado pelo aumento da produtividade nacional. Os produtos portugueses tornaram-se, assim, menos competitivos no mercado externo, reduzindo as possibilidades nacionais de exportação. A agravar a questão vem o desempenho do Estado, que não refreou as suas despesas, aumentou a dívida externa e não facilitou o crescimento da economia. Quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que sofre. As taxas de inflação que se registaram, baixas relativamente ao nosso passado mas superiores às dos nossos parceiros europeus, constituíram outro relevante factor de erosão.
O país sente. A explicação impiedosa vem de fora.

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